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Estou mais seguro na minha cidade do que os outros : identidade com o lugar e optimismo comparativo na percepção de riscos urbanos

Autor: LIMA, Maria LuísaIn: Psicologia - Revista da Associação Portuguesa de Psicologia. Lisboa. V.21,n.2 (2007) , p.45-58Idioma: Português.Assunto: RISCO INSEGURANÇA URBANA Localização e Cota : P.103 Resumo: Esta pesquisa pretendeu estudar o optimismo comparativo face aos riscos urbanos e explorar o papel que a identificação com a cidade de residência tem neste processo. O estudo foi realizado através de um inquérito a 156 estudantes universitários, residentes em Lisboa, Huelva e Lyon. Os resultados revelaram a existência de optimismo comparativo face a todos os riscos urbanos considerados (carteirismo, assalto da casa, terrorismo e queda de avião): os riscos para o próprio foram sempre considerados inferiores aos riscos para os outros. No entanto, os residentes consideram-se menos vulneráveis do que os residentes de outras cidades (comparação exo-grupal) em particular no caso dos riscos graves e incontroláveis (terrorismo e queda de avião), sendo menos optimistas relativamente aos riscos menos graves e controláveis (assalto e carteirismo). Verificou-se que, no caso dos riscos urbanos incontroláveis, os inquiridos mais identificados com a sua cidade de residência revelam maior optimismo comparativo face aos residentes de outras cidades.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.103 (Browse shelf) Available

Esta pesquisa pretendeu estudar o optimismo comparativo face aos riscos urbanos e explorar o papel que a identificação com a cidade de residência tem neste processo. O estudo foi realizado através de um inquérito a 156 estudantes universitários, residentes em Lisboa, Huelva e Lyon. Os resultados revelaram a existência de optimismo comparativo face a todos os riscos urbanos considerados (carteirismo, assalto da casa, terrorismo e queda de avião): os riscos para o próprio foram sempre considerados inferiores aos riscos para os outros. No entanto, os residentes consideram-se menos vulneráveis do que os residentes de outras cidades (comparação exo-grupal) em particular no caso dos riscos graves e incontroláveis (terrorismo e queda de avião), sendo menos optimistas relativamente aos riscos menos graves e controláveis (assalto e carteirismo). Verificou-se que, no caso dos riscos urbanos incontroláveis, os inquiridos mais identificados com a sua cidade de residência revelam maior optimismo comparativo face aos residentes de outras cidades.

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