A reclusão de mulheres e a indústria de reintegração / Pat Carlen
In: Análise Social. Lisboa. V.42, nº 185 (4º.trim. 2007) , p.1005-1019Idioma: Português.Assunto: MULHER RECLUSA | CULTURA PRISIONAL | POPULAÇÃO PRISIONAL | REINTEGRAÇÃO Localização e Cota : PP46 Resumo: Este artigo fala sobre as economias culturais e políticas da reclusão de mulheres e a indústria de reintegração e sobre o discurso de reabilitação na prisão, em que se baseia actualmente essa indústria. A autora apresenta quatro argumentos principais: (i) uma das principais, mas mal exploradas, causas para o rápido crescimento da população prisional feminina é o argumento exponencial da indústria internacional de reintegração; (ii) mau-grado a retórica contemporânea de reintegração, a essência da prisão consiste na sua lógica de encarceramento, o que corrompe inevitavelmente todas as tentativas de reforma na prisão; (iii) uma das razões para o rápido aumento da população prisional feminina tem subjacente a crença de que hoje a prisão é uma ferramenta multifuncional de engenharia social que serve não só para punir, mas também para fazer desaparecer as causas do crime; (iv) dado existirem razões lógicas, sociológicas, ideológicas, políticas e culturais que tornam o conceito de reintegração social através da prisão impossível, dever-se-à contestar as alegações contraditórias que repetidamente recuperam para a prisão um papel que oferece tanto o castigo como a reabilitação.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP46 (Browse shelf) | Available |
Este artigo fala sobre as economias culturais e políticas da reclusão de mulheres e a indústria de reintegração e sobre o discurso de reabilitação na prisão, em que se baseia actualmente essa indústria. A autora apresenta quatro argumentos principais: (i) uma das principais, mas mal exploradas, causas para o rápido crescimento da população prisional feminina é o argumento exponencial da indústria internacional de reintegração; (ii) mau-grado a retórica contemporânea de reintegração, a essência da prisão consiste na sua lógica de encarceramento, o que corrompe inevitavelmente todas as tentativas de reforma na prisão; (iii) uma das razões para o rápido aumento da população prisional feminina tem subjacente a crença de que hoje a prisão é uma ferramenta multifuncional de engenharia social que serve não só para punir, mas também para fazer desaparecer as causas do crime; (iv) dado existirem razões lógicas, sociológicas, ideológicas, políticas e culturais que tornam o conceito de reintegração social através da prisão impossível, dever-se-à contestar as alegações contraditórias que repetidamente recuperam para a prisão um papel que oferece tanto o castigo como a reabilitação.
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