Estudo comparativo entre uma população toxicodependente sem-abrigo e uma população toxicodependente domiciliada : aspectos psicossociais e psicopatológicos
In: Toxicodependências. Lisboa. V.13,n.3 (2007) , p.3-14Idioma: Português.Assunto: TOXICODEPENDÊNCIA SEM ABRIGO PSICOPATOLOGIA COMPORTAMENTO DESVIANTE Localização e Cota : a 215 Resumo: O objectivo do presente estudo foi caracterizar uma população toxicodependente sem-abrigo, do ponto de vista psicossocial e psicopatológico, e verificar a possível existência de diferenças em relação a uma população toxicodependente domiciliada. Assim, avaliaram-se duas amostras, de trinta indivíduos cada, do sexo masculino, em programa de manutenção com metadona há pelo menos um mês. A amostra dos indivíduos sem-abrigo encontrava-se a residir provisoriamente, num Centro de Acolhimento (CA), e a amostra dos indivíduos domiciliados encontrava-se em tratamento num Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT). Colocou-se como hipótese que a população toxicodependente sem-abrigo teria comportamentos delinquentes e níveis de psicopatologia mais marcados que a população toxicodependente domiciliada. A população toxicodependente sem-abrigo era composta por mais indivíduos solteiros, desempregados, provenientes de meios sociais mais desfavorecidos, de famílias aparentemente mais desestruturadas, e com comportamentos delinquentes mais frequentes. Os níveis de psicopatologia em ambos os grupos, avaliados pelo SCL-90 R e pelo Inventário Depressivo de Beck, são superiores aos encontrados na população geral, mas não diferem entre si. O presente estudo sugere que as duas amostras diferem pouco, pelo que, se justifica um maior investimento psicossocial nesta população.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | a 215 (Browse shelf) | Available |
O objectivo do presente estudo foi caracterizar uma população toxicodependente sem-abrigo, do ponto de vista psicossocial e psicopatológico, e verificar a possível existência de diferenças em relação a uma população toxicodependente domiciliada. Assim, avaliaram-se duas amostras, de trinta indivíduos cada, do sexo masculino, em programa de manutenção com metadona há pelo menos um mês. A amostra dos indivíduos sem-abrigo encontrava-se a residir provisoriamente, num Centro de Acolhimento (CA), e a amostra dos indivíduos domiciliados encontrava-se em tratamento num Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT). Colocou-se como hipótese que a população toxicodependente sem-abrigo teria comportamentos delinquentes e níveis de psicopatologia mais marcados que a população toxicodependente domiciliada. A população toxicodependente sem-abrigo era composta por mais indivíduos solteiros, desempregados, provenientes de meios sociais mais desfavorecidos, de famílias aparentemente mais desestruturadas, e com comportamentos delinquentes mais frequentes. Os níveis de psicopatologia em ambos os grupos, avaliados pelo SCL-90 R e pelo Inventário Depressivo de Beck, são superiores aos encontrados na população geral, mas não diferem entre si. O presente estudo sugere que as duas amostras diferem pouco, pelo que, se justifica um maior investimento psicossocial nesta população.
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