Entre a academia e o activismo : sociologia, estudos queer e movimento LGBT em Portugal / Ana Cristina Santos
In: Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra. N.76 (Dez. 2006) , p.91-108Idioma: Português.Assunto: MOVIMENTOS SOCIAIS | SOCIOLOGIA | ORIENTAÇÃO SEXUAL | MOVIMENTO LGBT | PORTUGAL Localização e Cota : PP82 Resumo: Este ensaio centra-se no carácter diverso complementar da relação entre academia e movimentos sociais, moldando um constructo analítico-social cujas implicações para os estudos queer continuam em grande medida por teorizar. Tal teorização, creio, poderá conduzir a uma nova aplicação da investigação-acção, desta feita centrada nos hífenes que nos permitem articular, em dialéctica, saberes construídos nos quotidianos da academia e do activismo LGBT. Com efeito, ciência e militância, quando cooperantes horizontais - resistindo à tentação de paternalismo, futurismo ou canibalização, por parte da academia, ou de acomodação, aburguesamento ou cedência, por parte dos movimentos sociais, - podem constituir pedras fundamentais nesse constructo ancorado em reconhecimentos recíprocos e capacitantes, em que nenhuma forma de saber se constitui como única ou dominante e da qual resulte, enfim, um novo campo de saber que designo por estudos queer públicos.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP82 (Browse shelf) | Available |
Este ensaio centra-se no carácter diverso complementar da relação entre academia e movimentos sociais, moldando um constructo analítico-social cujas implicações para os estudos queer continuam em grande medida por teorizar. Tal teorização, creio, poderá conduzir a uma nova aplicação da investigação-acção, desta feita centrada nos hífenes que nos permitem articular, em dialéctica, saberes construídos nos quotidianos da academia e do activismo LGBT. Com efeito, ciência e militância, quando cooperantes horizontais - resistindo à tentação de paternalismo, futurismo ou canibalização, por parte da academia, ou de acomodação, aburguesamento ou cedência, por parte dos movimentos sociais, - podem constituir pedras fundamentais nesse constructo ancorado em reconhecimentos recíprocos e capacitantes, em que nenhuma forma de saber se constitui como única ou dominante e da qual resulte, enfim, um novo campo de saber que designo por estudos queer públicos.
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