Banalização do consumo de ecstasy : consequências para uma abordagem preventiva
In: Toxicodependências. Lisboa. V.13,n.1 (2007) , P.29-42Idioma: Português.Assunto: CONSUMO DE DROGA PREVENÇÃO ANTI-DROGA MODERNIDADE Localização e Cota : P.215 Resumo: A banalização é um fenómeno de esvaziamento do sentido da realidade que nos envolve, esbatendo a ressonância afectiva e a riqueza projectiva das realções que estabelecemos com o mundo, reduzindo-as à funcionalidade do concreto. O percurso do ecstasy desde o seu nascimento nos laboratórios Merke até à actual popularidade nos universos recreativos ilustra de uma forma clara como se constrói o banal tendo por base uma substância de efeitos empatogénicos e o desejo partilhado de um reencontro das raízes primitivas de unidade tribal com a natureza. Esta reflexão conduz-nos, finalmente, ao equacionar das implicações desta (ir)realidade emergente, no trabalho do interventor na prevenção e na promoção da saúde. Qual é o contraponto ao primado do prazer e será ele uma base sólida para a construção de uma atitude protectora minimamente apetecível para a juventude actual? Qual o sentido de uma educação para a vivência do contexto recreativo e dos consumos de substâncias que lhe estão associados? Qual o papel do técnico neste processo entre a moral e o desejo?| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
A banalização é um fenómeno de esvaziamento do sentido da realidade que nos envolve, esbatendo a ressonância afectiva e a riqueza projectiva das realções que estabelecemos com o mundo, reduzindo-as à funcionalidade do concreto. O percurso do ecstasy desde o seu nascimento nos laboratórios Merke até à actual popularidade nos universos recreativos ilustra de uma forma clara como se constrói o banal tendo por base uma substância de efeitos empatogénicos e o desejo partilhado de um reencontro das raízes primitivas de unidade tribal com a natureza. Esta reflexão conduz-nos, finalmente, ao equacionar das implicações desta (ir)realidade emergente, no trabalho do interventor na prevenção e na promoção da saúde. Qual é o contraponto ao primado do prazer e será ele uma base sólida para a construção de uma atitude protectora minimamente apetecível para a juventude actual? Qual o sentido de uma educação para a vivência do contexto recreativo e dos consumos de substâncias que lhe estão associados? Qual o papel do técnico neste processo entre a moral e o desejo?
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