Buprenorfina : uma alternativa na substituição opiácea na gravidez
In: Toxicodependências. Lisboa. V.12,n.3 (2006) , p.3-6Idioma: Português.Assunto: CONSUMO DE DROGA SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS SUBSTITUIÇÃO DE DROGAS GRAVIDEZ HEROÍNA DEPENDÊNCIA Localização e Cota : P.215 Resumo: A metadona é o fármaco mais utilizado na substituição opiácea da grávida heroinodependente em Portugal. No entanto, a buprenorfina é também uma opção farmacológica, estando associada a síndrome de abstinência neonatal (SAN), menos frequentes e de menor severidade e duração. O objectivo principal deste trabalho foi avaliar os efeitos do tratamento com BUP na gravidez e no recém-nascido na nossa população. Este é um estudo retrospectivo das 7 grávidas heroinodependentes medicadas com BUP e vigiadas na consulta de Patologia da Adição da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, entre os anos 2001 e 2004. As gravidezes decorreram sem intercorrências importantes, a idade gestacional do parto variou entre as 35 e as 40 semanas e ocorreram sem complicações. A média dos pesos dos recém-nascidos foi 2900 g. Registaram-se dois casos de SAN ligeiro e um de SAN moderado, todos em mães que tiveram consumos pelo menos no mês anterior ao parto e num caso a grávida não fazia BUP na altura do nascimento. Todas as crianças apresentam um adequado desenvolvimento. A média de dias de internamento foi de 10 dias. Três crianças tiveram aleitamento materno. Parece-nos legítima a administração de BUP nas situações adequadas sendo essenciais mais estudos que permitam trazer, para a prática clínica, uma maior informação sobre este fármaco.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
A metadona é o fármaco mais utilizado na substituição opiácea da grávida heroinodependente em Portugal. No entanto, a buprenorfina é também uma opção farmacológica, estando associada a síndrome de abstinência neonatal (SAN), menos frequentes e de menor severidade e duração. O objectivo principal deste trabalho foi avaliar os efeitos do tratamento com BUP na gravidez e no recém-nascido na nossa população. Este é um estudo retrospectivo das 7 grávidas heroinodependentes medicadas com BUP e vigiadas na consulta de Patologia da Adição da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, entre os anos 2001 e 2004. As gravidezes decorreram sem intercorrências importantes, a idade gestacional do parto variou entre as 35 e as 40 semanas e ocorreram sem complicações. A média dos pesos dos recém-nascidos foi 2900 g. Registaram-se dois casos de SAN ligeiro e um de SAN moderado, todos em mães que tiveram consumos pelo menos no mês anterior ao parto e num caso a grávida não fazia BUP na altura do nascimento. Todas as crianças apresentam um adequado desenvolvimento. A média de dias de internamento foi de 10 dias. Três crianças tiveram aleitamento materno. Parece-nos legítima a administração de BUP nas situações adequadas sendo essenciais mais estudos que permitam trazer, para a prática clínica, uma maior informação sobre este fármaco.
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