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(Os) comportamentos de risco para a saúde contra a adolescência?

Autor: FARATE, CarlosIn: Toxicodependências. Lisboa. V.12,n.3 (2006) , p.21-28Idioma: Português.Assunto: ADOLESCÊNCIA | COMPORTAMENTO DE RISCO | DIAGNÓSTICO | PSICOPATOLOGIA | CONSUMIDOR | SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS | COMPORTAMENTOS ADITIVOS | DEPENDÊNCIA Localização e Cota : P.215 Resumo: Na linha da interrogação que permeia este texto, e lhe serve de título, o autor começa por fazer uma reflexão crítica sobre a colocação preventiva habitual do discurso clínico corrente sobre adolescência e consumo de substâncias psicoactivas. Considera que este hábito mental é cientificamente redutor já que treslê o facto epidemiológico da co-ocorrência dos comportamentos de risco para a saúde e de estados mentais patológicos durante a adolescência, por um lado, e, por outro, simplifica as novas propostas nosológicas - «perturbações aditivas» e «comportamentos de dependência». De facto, estes sistemas de diagnóstico, baseados na tríade compulsão à repetição, impulsividade e deficiente assertividade social, suscitam a pesquisa de um novo paradigma teórico assente na dialéctica dos contributos da neurobiologia, da epidemiologia genética e da psicopatologia estrutural, em particular dos modelos de orientação psicodinâmica e sistémica, para a compreensão clínica dos comportamentos de consumo de substâncias psicoactivas. Estes propósitos teóricos são ilustrados por 2 vinhetas clínicas e resultam na elaboração de um conjunto de reflexões finais sobre a melhor forma de resolver as contradições preventivas que (ainda) afectam a percepção da eficiência e, sobretudo, o raciocínio sobre a efectividade das acções de prevenção empreendidos aos níveis local, regional ou nacional.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.215 (Browse shelf) Available

Na linha da interrogação que permeia este texto, e lhe serve de título, o autor começa por fazer uma reflexão crítica sobre a colocação preventiva habitual do discurso clínico corrente sobre adolescência e consumo de substâncias psicoactivas. Considera que este hábito mental é cientificamente redutor já que treslê o facto epidemiológico da co-ocorrência dos comportamentos de risco para a saúde e de estados mentais patológicos durante a adolescência, por um lado, e, por outro, simplifica as novas propostas nosológicas - «perturbações aditivas» e «comportamentos de dependência». De facto, estes sistemas de diagnóstico, baseados na tríade compulsão à repetição, impulsividade e deficiente assertividade social, suscitam a pesquisa de um novo paradigma teórico assente na dialéctica dos contributos da neurobiologia, da epidemiologia genética e da psicopatologia estrutural, em particular dos modelos de orientação psicodinâmica e sistémica, para a compreensão clínica dos comportamentos de consumo de substâncias psicoactivas. Estes propósitos teóricos são ilustrados por 2 vinhetas clínicas e resultam na elaboração de um conjunto de reflexões finais sobre a melhor forma de resolver as contradições preventivas que (ainda) afectam a percepção da eficiência e, sobretudo, o raciocínio sobre a efectividade das acções de prevenção empreendidos aos níveis local, regional ou nacional.

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