A violência dos salvadores : A situação das crianças e jovens em risco nos Centros de Emergência
In: Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria. Lisboa. N.21 (2006) , p.99-110Idioma: Português.Assunto: CRIANÇA EM RISCO | JOVEM EM RISCO | CENTRO DE ACOLHIMENTO | INTERVENÇÃO PSICOSOCIOLÓGICA Localização e Cota : P.300 Resumo: Criados em 2000 para suprir a necessidade de integrar rapidamente crianças e jovens em risco sem possibilidade de regresso imediato às respectivas famílias, os Centros de Emergência constituíram aparentemente uma boa solução. O seu número aumentou significativamente para responder às aparentes necessidades de um número cada vez maior de menores que eram retiradas às famílias e instalaram-se círculos viciosos que cresceram e perverteram todo o processo: - a nova solução facilitou a retirada de menores às famílias, ultrapassando a lotação dos Centros de Emergência; - as condições destes Centros, que por vezes já eram algo deficitárias à partida, deterioraram-se, tornando-se claramente desadequadas; - o tempo máximo estabelecido de estadia dos menores nos Centros de Emergência, de 48h, pressupondo o encaminhamento rápido para outros serviços era, e continua a ser, sistematicamente ultrapassado, prolongando-se por semanas, meses, anos... Como pedopsiquiatras, propomo-nos reflectir e divulgar o impacto que a permanência nos Centros de Emergência têm sobre estas crianças e jovens, cujo percurso de vida anterior determinou já fragilidades psíquicas importantes. O objectivo é tentar mobilizar os técnicos e as autoridades competentes para uma rápida revisão de todo este processo. Para tal serão apresentadas algumas situações ilustrativas e discutidas possíveis alternativas de intervenção.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|
| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.300 (Browse shelf) | Available |
Criados em 2000 para suprir a necessidade de integrar rapidamente crianças e jovens em risco sem possibilidade de regresso imediato às respectivas famílias, os Centros de Emergência constituíram aparentemente uma boa solução. O seu número aumentou significativamente para responder às aparentes necessidades de um número cada vez maior de menores que eram retiradas às famílias e instalaram-se círculos viciosos que cresceram e perverteram todo o processo: - a nova solução facilitou a retirada de menores às famílias, ultrapassando a lotação dos Centros de Emergência; - as condições destes Centros, que por vezes já eram algo deficitárias à partida, deterioraram-se, tornando-se claramente desadequadas; - o tempo máximo estabelecido de estadia dos menores nos Centros de Emergência, de 48h, pressupondo o encaminhamento rápido para outros serviços era, e continua a ser, sistematicamente ultrapassado, prolongando-se por semanas, meses, anos... Como pedopsiquiatras, propomo-nos reflectir e divulgar o impacto que a permanência nos Centros de Emergência têm sobre estas crianças e jovens, cujo percurso de vida anterior determinou já fragilidades psíquicas importantes. O objectivo é tentar mobilizar os técnicos e as autoridades competentes para uma rápida revisão de todo este processo. Para tal serão apresentadas algumas situações ilustrativas e discutidas possíveis alternativas de intervenção.
There are no comments for this item.