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A expressão das formas indirectas de racismo na infância / Dalila Xavier de França, Maria Benedita Monteiro

Autor: FRANÇA, Dalila Xavier de Co-autor: Monteiro, Maria Benedita, -In: Análise Psicológica. Lisboa. S.22,n.4 (Out.-Dez. 2004) , p.705-720Idioma: Português.Assunto: RACISMO | SOCIALIZAÇÃO | NORMA | ESTUDOS | INFÂNCIA | PSICOLOGIA | ANÁLISE PSICOLÓGICA | PORTUGAL Localização e Cota : PP76 Resumo: Realizamos três estudos com o objetivo de verificar o efeito idade na expressão das formas indiretas de racismo em crianças brancas. No primeiro estudo, a discriminação racial foi avaliada através da distribuição de recompensas para alvos branco e negro em dois contextos, um que justificava e outro que não justificava a discriminação. Verificamos que a partir dos 7 anos as crianças discriminavam o alvo negro apenas no contexto que justificava a discriminação. No segundo estudo, a discriminação foi medida através da distribuição de recursos em contextos de saliência e de não saliência norma anti-racista. Observamos que crianças de 5-7 anos discriminam o alvo Negro mesmo no contexto de saliência da norma anti-racista. Já crianças de 8-10 anos só discriminam o alvo negro no contexto em que a norma anti-racista não estava saliente. No terceiro estudo, verificamos que a partir dos 7 anos de idade as crianças interiorizam as normas relativas ao racismo do seu grupo de referência. Os resultados são discutidos com base nas teorias das novas formas de racismo e da socialização do preconceito.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
PP76 (Browse shelf) Available

Realizamos três estudos com o objetivo de verificar o efeito idade na expressão das formas indiretas de racismo em crianças brancas. No primeiro estudo, a discriminação racial foi avaliada através da distribuição de recompensas para alvos branco e negro em dois contextos, um que justificava e outro que não justificava a discriminação. Verificamos que a partir dos 7 anos as crianças discriminavam o alvo negro apenas no contexto que justificava a discriminação. No segundo estudo, a discriminação foi medida através da distribuição de recursos em contextos de saliência e de não saliência norma anti-racista. Observamos que crianças de 5-7 anos discriminam o alvo Negro mesmo no contexto de saliência da norma anti-racista. Já crianças de 8-10 anos só discriminam o alvo negro no contexto em que a norma anti-racista não estava saliente. No terceiro estudo, verificamos que a partir dos 7 anos de idade as crianças interiorizam as normas relativas ao racismo do seu grupo de referência. Os resultados são discutidos com base nas teorias das novas formas de racismo e da socialização do preconceito.

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