Socioemotional behavior in childhood as a precursor to delinquency and adaptation : gender differences
In: Revista Portuguesa de Pedagogia. Coimbra. A.38,nº.1-2-3 (2004) , p.11-48Idioma: Português.Assunto: COMPORTAMENTO HUMANO | COMPORTAMENTO SOCIAL | DELINQUÊNCIA FEMININA | DELINQUÊNCIA MASCULINA | SEXO | INFÂNCIA | ADULTO | DESENVOLVIMENTO SÓCIO-EMOCIONAL Localização e Cota : P.247 Resumo: A revisão da literatura no domínio explorado neste trabalho permite concluir que existem diferenças entre os sexos, ao nível do comportamento socio-emocional, da infância à vida adulta. Os rapazes tendem a ser mais vulneráveis à externalização de problemas, apresentando comportamentos danosos e incomodativos para os outros, ao passo que as raparigas se caracterizam, de maneira mais habitual, por uma internalização dos problemas, directamente associada a perturbações das emoções e dos estados de humor. Como consequência, a conduta delinquente é mais comum nos rapazes do que nas raparigas, particularmente a de tipo persistente ao longo da vida, a qual costuma estar fortemente relacionada com défices neuropsicológicos e com o aparecimento precoce de problemas de comportamento. A delinquência masculina tende a ser precedida pela externalização de problemas, podendo, no entanto a depressão e a ansiedade constituir também percursores do comportamento criminal feminino. No âmbito do estudo ainda em curso, o Jyväskylä Longitudinal Study of Personality and Social Development (JYLS), durante o qual sujeitos finlandeses têm vindo a ser seguidos dos 8 aos 42 anos de idade, foi possível concluir que as diferenças entre os sexos, ao nível da continuidade do desenvolvimento socio-emocional, podem ser descritas de acordo com um modelo bidimensional de regulação emocional e comportamental. As dimensões relacionam-se com as diferenças individuais no auto-controlo e na expressão das emoções negativas. A força do auto-controlo sobre as emoções negativas, associado quer à manifestação, quer à inibição dos comportamentos, permite aduzir um construto para explicar a continuidade verificada, ao longo dos anos, nas condutas teoricamente relacionadas. Um baixo auto-controlo associado à manifestação (externalização) dos comportamentos constitui um factor de risco no desenvolvimento masculino, ao passo que os factores de risco para o sexo feminino incluem também um baixo auto-controlo associado à inibição das condutas, patente na passividade e na ansiedade. Estas últimas manifestações tendem a proteger o sexo masculino dos problemas de conduta, enquanto que os comportamentos expressos e activos, em oposição aos de passividade, costumam representar uma mais valia para a mulher, pois facilitam o seu desenvolvimento de carreira. O aparecimento de problemas no funcionamento social é geralmente precedido pela acumulação de factores de risco ligados tanto a determinantes ambientais como a adversidades familiares.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|
| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.247 (Browse shelf) | Available |
A revisão da literatura no domínio explorado neste trabalho permite concluir que existem diferenças entre os sexos, ao nível do comportamento socio-emocional, da infância à vida adulta. Os rapazes tendem a ser mais vulneráveis à externalização de problemas, apresentando comportamentos danosos e incomodativos para os outros, ao passo que as raparigas se caracterizam, de maneira mais habitual, por uma internalização dos problemas, directamente associada a perturbações das emoções e dos estados de humor. Como consequência, a conduta delinquente é mais comum nos rapazes do que nas raparigas, particularmente a de tipo persistente ao longo da vida, a qual costuma estar fortemente relacionada com défices neuropsicológicos e com o aparecimento precoce de problemas de comportamento. A delinquência masculina tende a ser precedida pela externalização de problemas, podendo, no entanto a depressão e a ansiedade constituir também percursores do comportamento criminal feminino. No âmbito do estudo ainda em curso, o Jyväskylä Longitudinal Study of Personality and Social Development (JYLS), durante o qual sujeitos finlandeses têm vindo a ser seguidos dos 8 aos 42 anos de idade, foi possível concluir que as diferenças entre os sexos, ao nível da continuidade do desenvolvimento socio-emocional, podem ser descritas de acordo com um modelo bidimensional de regulação emocional e comportamental. As dimensões relacionam-se com as diferenças individuais no auto-controlo e na expressão das emoções negativas. A força do auto-controlo sobre as emoções negativas, associado quer à manifestação, quer à inibição dos comportamentos, permite aduzir um construto para explicar a continuidade verificada, ao longo dos anos, nas condutas teoricamente relacionadas. Um baixo auto-controlo associado à manifestação (externalização) dos comportamentos constitui um factor de risco no desenvolvimento masculino, ao passo que os factores de risco para o sexo feminino incluem também um baixo auto-controlo associado à inibição das condutas, patente na passividade e na ansiedade. Estas últimas manifestações tendem a proteger o sexo masculino dos problemas de conduta, enquanto que os comportamentos expressos e activos, em oposição aos de passividade, costumam representar uma mais valia para a mulher, pois facilitam o seu desenvolvimento de carreira. O aparecimento de problemas no funcionamento social é geralmente precedido pela acumulação de factores de risco ligados tanto a determinantes ambientais como a adversidades familiares.
There are no comments for this item.