As bibliotecas da Fundação Gulbenkian e a leitura pública em Portugal (1957-1987)
In: Análise Social. Lisboa. V.XL,n.174 (Abr.-Jun. 2005) , p.65-86Idioma: Português.Assunto: BIBLIOTECA BIBLIOTECA DE RUA LEITURA CULTURA Localização e Cota : P.46 Resumo: Neste texto analisa-se o contributo da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) para a leitura pública em Portugal, mais precisamente a política sectorial desenvolvida pelo Serviço de Bibliotecas Itinerantes (SBI)/Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas (SBIF)/Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura (SBAL). Pretende-se comprovar que a acção da Gulbenkian foi fundamental para a consagração da leitura pública até à assunção pelo Estado de uma «rede de bibliotecas municipais», em 1987. No contexto de uma ditadura obscurantista como a do Estado Novo, avessa à democratização cultural, não foi por acaso que um projecto consistente de leitura pública teve de aguardar pela iniciativa de uma instituição da sociedade civil para emergir. Também não foi por acaso que a instituição proponente foi a FCG, pois, a par da Acção Católica Portuguesa, era a única que detinha um grau de autonomia suficiente para subsistir num quadro de censura e de vigilância política oficiais.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.46 (Browse shelf) | Available |
Neste texto analisa-se o contributo da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) para a leitura pública em Portugal, mais precisamente a política sectorial desenvolvida pelo Serviço de Bibliotecas Itinerantes (SBI)/Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas (SBIF)/Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura (SBAL). Pretende-se comprovar que a acção da Gulbenkian foi fundamental para a consagração da leitura pública até à assunção pelo Estado de uma «rede de bibliotecas municipais», em 1987. No contexto de uma ditadura obscurantista como a do Estado Novo, avessa à democratização cultural, não foi por acaso que um projecto consistente de leitura pública teve de aguardar pela iniciativa de uma instituição da sociedade civil para emergir. Também não foi por acaso que a instituição proponente foi a FCG, pois, a par da Acção Católica Portuguesa, era a única que detinha um grau de autonomia suficiente para subsistir num quadro de censura e de vigilância política oficiais.
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