Dependência do risco
In: Toxicodependências. Lisboa. V.11,n.1 (2005) , p.47-52Idioma: Português.Assunto: DEPENDÊNCIA | PERSONALIDADE | COMPORTAMENTO DE RISCO | SISTEMA NERVOSO | NEUROPSICOLOGIA | INVESTIGAÇÃO | BIOLOGIA | PSICOLOGIA Localização e Cota : P.215 Resumo: A adição, entendida em sentido lato, pode ser conceptualizada como um modelo de funcionamento da personalidade, que invade, ou determina a pessoa com diferentes intensidades, e que se pode organizar nas mais variadas manifestações comportamentais. Partimos deste pressuposto para explorar este tipo de manifestação de adição, a dependência do risco, tentando encontrar conexões entre as características de comportamentos aditivos mais estudados e específicos e as que se associam às situações de risco. Para tal utilizámos o modelo do Síndrome Geral de Adaptação e as suas implicações na dinâmica do Sistema Nervoso Central e nomeadamente no circuito associado ao prazer. A tentativa de encontrar uma linguagem que ultrapassasse as típicas dicotomias biológico/psicológico, ou organicista/dinâmico, levou-nos a abordar ao mesmo tempo alguns modelos teóricos de perspectivas psicológicas e sociológicas. Traduzimos e intercalámos as diferentes linguagens para concluir da inexistência de instrumentos que nos permitam abarcar e descrever em toda a sua plenitude o fenómeno que é a experiência da adição. Concluímos que, toda a experiência aditiva comunga de características semelhantes, e que os novos dados oferecidos pela investigação biológica vêm complementar, interligar-se, e enriquecer os conhecimentos mais difundidos e estruturados da investigação psicológica, conduzindo-nos cada vez mais para a necessidade de integrar perspectivas para um apoio eficaz a estes doentes.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
A adição, entendida em sentido lato, pode ser conceptualizada como um modelo de funcionamento da personalidade, que invade, ou determina a pessoa com diferentes intensidades, e que se pode organizar nas mais variadas manifestações comportamentais. Partimos deste pressuposto para explorar este tipo de manifestação de adição, a dependência do risco, tentando encontrar conexões entre as características de comportamentos aditivos mais estudados e específicos e as que se associam às situações de risco. Para tal utilizámos o modelo do Síndrome Geral de Adaptação e as suas implicações na dinâmica do Sistema Nervoso Central e nomeadamente no circuito associado ao prazer. A tentativa de encontrar uma linguagem que ultrapassasse as típicas dicotomias biológico/psicológico, ou organicista/dinâmico, levou-nos a abordar ao mesmo tempo alguns modelos teóricos de perspectivas psicológicas e sociológicas. Traduzimos e intercalámos as diferentes linguagens para concluir da inexistência de instrumentos que nos permitam abarcar e descrever em toda a sua plenitude o fenómeno que é a experiência da adição. Concluímos que, toda a experiência aditiva comunga de características semelhantes, e que os novos dados oferecidos pela investigação biológica vêm complementar, interligar-se, e enriquecer os conhecimentos mais difundidos e estruturados da investigação psicológica, conduzindo-nos cada vez mais para a necessidade de integrar perspectivas para um apoio eficaz a estes doentes.
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