A cidade como cenário de prevenção : a cidade de cada um - convite para um passeio por lugares e não lugares
In: Toxicodependências. Lisboa. V.10,n.2 (2004) , p.3-12Idioma: Português.Assunto: PREVENÇÃO CIDADE IDENTIDADE Localização e Cota : P.215 Resumo: Não há acção que não ocorra num espaço. O mais pequeno pensamento, o simples gesto, o encontro, o drama, o quotidiano social têm um espaço - externo e interno - um cenário que enquadra o que nele se passa. O espaço onde ocorre a acção, é um reservatório de significado que empresta ao actor um sentido que ultrapassa o próprio personagem, ajudando-o a acabar-se como um todo, fomentando a relação com um passado, um presente e um futuro. Dominar as coordenadas do espaço é aquilo que permite ao actor, em qualquer lugar, saber onde está. É isso que lhe permite não se perder no meio do nada. Ou melhor, é isso que lhe permite achar-se quando se permite perder. A conquista deste espaço pessoal - e a autonomia de nele se mover - é essencial no processo de consolidação da identidade. A cidade, com a sua história, empresta a quem nela vive uma identidade e um ritmo próprio, fornecendo espaços onde a partilha de percursos resulta no enriquecimento das fantasias e das referências. Mas essa função tem vindo a esvaziar-se à medida que a cidade ganha em funcionalidade e perde em tradição. Para o inventor em prevenção não basta compreender o significado do comportamento que pretende prevenir mas também as mudanças do cenário onde a sua acção tem lugar.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
Não há acção que não ocorra num espaço. O mais pequeno pensamento, o simples gesto, o encontro, o drama, o quotidiano social têm um espaço - externo e interno - um cenário que enquadra o que nele se passa. O espaço onde ocorre a acção, é um reservatório de significado que empresta ao actor um sentido que ultrapassa o próprio personagem, ajudando-o a acabar-se como um todo, fomentando a relação com um passado, um presente e um futuro. Dominar as coordenadas do espaço é aquilo que permite ao actor, em qualquer lugar, saber onde está. É isso que lhe permite não se perder no meio do nada. Ou melhor, é isso que lhe permite achar-se quando se permite perder. A conquista deste espaço pessoal - e a autonomia de nele se mover - é essencial no processo de consolidação da identidade. A cidade, com a sua história, empresta a quem nela vive uma identidade e um ritmo próprio, fornecendo espaços onde a partilha de percursos resulta no enriquecimento das fantasias e das referências. Mas essa função tem vindo a esvaziar-se à medida que a cidade ganha em funcionalidade e perde em tradição. Para o inventor em prevenção não basta compreender o significado do comportamento que pretende prevenir mas também as mudanças do cenário onde a sua acção tem lugar.
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