Anorexia nervosa e toxicodependência : perturbações da adolescência e do género no mundo ocidental contemporâneo
In: Toxicodependências. Lisboa. V.10,n.2 (2004) , p.27-40Idioma: Português.Assunto: TOXICODEPENDÊNCIA | ANOREXIA | ALTERAÇÃO | COMPORTAMENTO HUMANO | ADOLESCÊNCIA | HOMEM | MULHER | PSICOPATOLOGIA Localização e Cota : P.215 Resumo: Este artigo apresenta uma análise comparativa entre a toxicodependência e a anorexia nervosa, num modelo interdisciplinar que articula teorias psicodinâmicas, sistémicas e sociológicas. As semelhanças entre estas patologias, observadas há vinte anos por psicanalistas e terapeutas familiares, são aqui revistas, desenvolvidas e estendidas a uma perspectiva sociocultural. A diferença marcada pelo género predominante em cada uma das populações, feminino na anorexia nervosa e masulino na toxicodependência, lança para o centro deste trabalho a construção de identidade de género, na procura de relação entre aspectos deste processo e a especificidade de cada patologia. Nos três níveis de observação - o indivíduo, a família, a sociedade - se destacarmos debates paralelos sobre o que é que estes comportamentos patológicos comunicam, podendo dividir-se as teorias em dicotomias: aceitação ou recusa, do corpo sexuado e das escolhas consequentes; medo ou desejo da autonomia submissão ou revolta, face à família e sua dependência; conformação ou protesto, aos valores culturais dominantes do ser adulto, homem, mulher. Estas dicotomias podem tratar-se, de facto, de paradoxos, que travam a construção identitária e encerram o indivíduo na solução patológica, cuja forma se pode estruturar em actos culturalmente "mais femininos" ou "mais masculinos".| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
Este artigo apresenta uma análise comparativa entre a toxicodependência e a anorexia nervosa, num modelo interdisciplinar que articula teorias psicodinâmicas, sistémicas e sociológicas. As semelhanças entre estas patologias, observadas há vinte anos por psicanalistas e terapeutas familiares, são aqui revistas, desenvolvidas e estendidas a uma perspectiva sociocultural. A diferença marcada pelo género predominante em cada uma das populações, feminino na anorexia nervosa e masulino na toxicodependência, lança para o centro deste trabalho a construção de identidade de género, na procura de relação entre aspectos deste processo e a especificidade de cada patologia. Nos três níveis de observação - o indivíduo, a família, a sociedade - se destacarmos debates paralelos sobre o que é que estes comportamentos patológicos comunicam, podendo dividir-se as teorias em dicotomias: aceitação ou recusa, do corpo sexuado e das escolhas consequentes; medo ou desejo da autonomia submissão ou revolta, face à família e sua dependência; conformação ou protesto, aos valores culturais dominantes do ser adulto, homem, mulher. Estas dicotomias podem tratar-se, de facto, de paradoxos, que travam a construção identitária e encerram o indivíduo na solução patológica, cuja forma se pode estruturar em actos culturalmente "mais femininos" ou "mais masculinos".
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