Économie de la drogue et réseaux de corruption au Maroc
In: Toxicodependências. Lisboa. V.10,n.2 (2004) , p.75-86Idioma: Português.Assunto: DROGA CORRUPÇÃO MARROCOS ECONOMIA TRÁFICO DE DROGA UNIÃO EUROPEIA Localização e Cota : P.215 Resumo: Marrocos fornece 80 a 90% do haschich na Europa. Em 2003 o Organismo contra a droga e o crime nas Nações Unidas (UNODC) confirmou que a zona de cultura na região do Rif ultrapassava os 135 000 hectares. A Cannabis representa a parte mais importante de divisas para a economia do país. Os lucros da droga estão na origem das redes de corrupção e de clientelismo que se estendem desde a aldeia até aos mais altos níveis das autoridades do Estado, e que têm extensões na Europa. As falsas aparências da repressão reforçam a inserção do tráfico no espaço político e económico marroquino. O silêncio da União Europeia e dos países europeus, em especial a França, tem dois motivos: o primeiro é que se teme destabilizar um país aliado, ameaçado pela expansão do islamismo, o segundo é económico: as compensações pela erradicação das culturas e a procura de alternativas económicas são muito onerosas, elas correriam o risco de provocar a emigração de centenas de milhares de residentes pelo que iriam engrossar o número já muito elevado de marroquinos a viver na Europa.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
Marrocos fornece 80 a 90% do haschich na Europa. Em 2003 o Organismo contra a droga e o crime nas Nações Unidas (UNODC) confirmou que a zona de cultura na região do Rif ultrapassava os 135 000 hectares. A Cannabis representa a parte mais importante de divisas para a economia do país. Os lucros da droga estão na origem das redes de corrupção e de clientelismo que se estendem desde a aldeia até aos mais altos níveis das autoridades do Estado, e que têm extensões na Europa. As falsas aparências da repressão reforçam a inserção do tráfico no espaço político e económico marroquino. O silêncio da União Europeia e dos países europeus, em especial a França, tem dois motivos: o primeiro é que se teme destabilizar um país aliado, ameaçado pela expansão do islamismo, o segundo é económico: as compensações pela erradicação das culturas e a procura de alternativas económicas são muito onerosas, elas correriam o risco de provocar a emigração de centenas de milhares de residentes pelo que iriam engrossar o número já muito elevado de marroquinos a viver na Europa.
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