A educação física no ensino secundário durante o estado novo
In: Revista Portuguesa de Pedagogia. Coimbra. A.36, n.1,2 e 3 (2002) , p.221-240Idioma: Português.Assunto: EDUCAÇÃO FÍSICA ENSINO EVOLUÇÃO HISTÓRICA Localização e Cota : P.247 Resumo: Não se pode dizer que a evolução da Educação Física tenha somente seguido o rumo imprimido pela lógica do Estado Novo. Apesar das fortes convicções ideológicas que sustentavam o regime e da sua grande aposta nos instrumentos de controlo da sociedade, houve aspectos que se impuseram e forçaram curso ou que o Estado Novo entendeu incorporar para melhor se adaptar a tendências que se desenhavam na Europa desenvolvida. Por outro lado, há a considerar que, embora declaradamente conservador, anti-liberal e controlador, o regime salazarista absorveu elementos iconográficos e ideológicos republicanos e não resistiu à modernização cultural em resultado do desenvolvimento económico a que forçosamente tinha de aderir. Isto significa que, embora o Estado Novo português tivesse instrumentalizado a Educação Física com o objectivo de que ela servisse os desígnios formativos do regime, partiu de pensamento e experiência anterior e veio a permitir que no seio da principal instituição de formação de professores da especialidade ganhassem peso tendências pedagógicas que contrariavam as orientações inicialmente definidas. Nos anos sessenta, a contestação do modelo rígido de aula ainda inspirado na ginástica de Ling acabou por repercutir-se em alguns documentos oficiais, publicados no período em que o regime ditatorial querer evoluir para uma situação liberal. Neste nosso trabalho, procura-se, de algum modo, dar conta da afirmação de um modelo de aula de Educação Física e de como ele ainda caracterizava a organização da Educação Física ministrada nas escolas secundárias portuguesas.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.247 (Browse shelf) | Available |
Não se pode dizer que a evolução da Educação Física tenha somente seguido o rumo imprimido pela lógica do Estado Novo. Apesar das fortes convicções ideológicas que sustentavam o regime e da sua grande aposta nos instrumentos de controlo da sociedade, houve aspectos que se impuseram e forçaram curso ou que o Estado Novo entendeu incorporar para melhor se adaptar a tendências que se desenhavam na Europa desenvolvida. Por outro lado, há a considerar que, embora declaradamente conservador, anti-liberal e controlador, o regime salazarista absorveu elementos iconográficos e ideológicos republicanos e não resistiu à modernização cultural em resultado do desenvolvimento económico a que forçosamente tinha de aderir. Isto significa que, embora o Estado Novo português tivesse instrumentalizado a Educação Física com o objectivo de que ela servisse os desígnios formativos do regime, partiu de pensamento e experiência anterior e veio a permitir que no seio da principal instituição de formação de professores da especialidade ganhassem peso tendências pedagógicas que contrariavam as orientações inicialmente definidas. Nos anos sessenta, a contestação do modelo rígido de aula ainda inspirado na ginástica de Ling acabou por repercutir-se em alguns documentos oficiais, publicados no período em que o regime ditatorial querer evoluir para uma situação liberal. Neste nosso trabalho, procura-se, de algum modo, dar conta da afirmação de um modelo de aula de Educação Física e de como ele ainda caracterizava a organização da Educação Física ministrada nas escolas secundárias portuguesas.
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