A cultura das letras e a sociedade portuguesa do século XIX
In: Revista Portuguesa de Pedagogia. Coimbra. A.35,n.2 (2001) , p.205-225Idioma: Português.Assunto: ESCOLARIZAÇÃO | LEITURA | PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS Localização e Cota : P.247 Resumo: Este texto pretende construir-se como uma reflexão acerca das questões da leitura e da escolarização em Portugal, particularmente na primeira metade do século XIX. Para tanto, as fontes utilizadas foram basicamente jornais e revistas desse período. Constatou-se que o impacto da leitura era registrado na época pelos grandes veículos da imprensa, que, de maneira geral, e provavelmente por causa desse mesmo impacto, passam a efetuar uma veemente defesa da escola. Os periódicos assumiam, assim, seu caráter pedagógico, ao propor a escolarização como uma atitude perante o mundo da cultura, com o objetivo de formar hábitos e de firmar valores socialmente prescritos. A leitura instrutiva - quer pelo jornal, quer pela escola - teria pois por missão o controle da leitura espontânea, a qual, por suposto, teria como efeito - de acordo com os jornais da época - a transgressão na política, o desregramento nos costumes e a corrupção nos vigentes padrões de moralidade| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.247 (Browse shelf) | Available |
Este texto pretende construir-se como uma reflexão acerca das questões da leitura e da escolarização em Portugal, particularmente na primeira metade do século XIX. Para tanto, as fontes utilizadas foram basicamente jornais e revistas desse período. Constatou-se que o impacto da leitura era registrado na época pelos grandes veículos da imprensa, que, de maneira geral, e provavelmente por causa desse mesmo impacto, passam a efetuar uma veemente defesa da escola. Os periódicos assumiam, assim, seu caráter pedagógico, ao propor a escolarização como uma atitude perante o mundo da cultura, com o objetivo de formar hábitos e de firmar valores socialmente prescritos. A leitura instrutiva - quer pelo jornal, quer pela escola - teria pois por missão o controle da leitura espontânea, a qual, por suposto, teria como efeito - de acordo com os jornais da época - a transgressão na política, o desregramento nos costumes e a corrupção nos vigentes padrões de moralidade
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