A política de substituição e a psicanálise - seria essa política um tráfico do Nome-do-Pai?
In: Toxicodependências. Lisboa. V.8,n.2 (Jul. 2002) , p.71-76Idioma: Português.Assunto: TOXICOMANIA Localização e Cota : P.215 Resumo: A proposição, que coloca a toxicomania como um gozo cinico, inscreve o toxicômano fora da lei do Outro. Um gozo que quebra com o interdito de gozar com o seu próprio corpo. Um gozo cinico não pode constituir-se como uma mediação entre o sujeito e o gozo pela significação do Outro. Esta prótese química revela um outro gênero de articulação do Nome-do Pai. Colocamos a questão, com relação a políticas de substituição, senão se trataria de um verdadeiro tráfico "autorizado" do Nome-do-Pai. O toxicômano, como um produto do discurso da ciência, se esconde atrás deste discurso para não mostrar sua responsabilidade, nem seu sofrimento, pelo contrário, ele é inscrito, hoje em dia, enquanto affaires de Estado. Será que o que se demanda ao toxicômano, uma vez mais, é de ficar com a sua pequena morte, através da substituição, como um agente fiel do tráfico do Nome-do-Pai? É em torno destas propostas que pretendemos desenvolver nosso trabalho.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
A proposição, que coloca a toxicomania como um gozo cinico, inscreve o toxicômano fora da lei do Outro. Um gozo que quebra com o interdito de gozar com o seu próprio corpo. Um gozo cinico não pode constituir-se como uma mediação entre o sujeito e o gozo pela significação do Outro. Esta prótese química revela um outro gênero de articulação do Nome-do Pai. Colocamos a questão, com relação a políticas de substituição, senão se trataria de um verdadeiro tráfico "autorizado" do Nome-do-Pai. O toxicômano, como um produto do discurso da ciência, se esconde atrás deste discurso para não mostrar sua responsabilidade, nem seu sofrimento, pelo contrário, ele é inscrito, hoje em dia, enquanto affaires de Estado. Será que o que se demanda ao toxicômano, uma vez mais, é de ficar com a sua pequena morte, através da substituição, como um agente fiel do tráfico do Nome-do-Pai? É em torno destas propostas que pretendemos desenvolver nosso trabalho.
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