Repetição, compulsão à repetição e recaídas
In: Toxicodependências. Lisboa. V.7,n.2 (2001) , p.23-28Idioma: Português.Assunto: TOXICODEPENDÊNCIA Localização e Cota : P.215 Resumo: O retorno ao consumo depois de um tempo de abstinência é abordado neste trabalho como uma repetição com características por vezes compulsivas, inerentes à teoria pulsional de Freud. Contudo, a repetição está para além do princípio do prazer. A relação precoce é de capital importância no estabelecimento da função objectalizante, na constituição dos objectos, e de todo o sistema de autoregulação As falhas relacionais primárias, elaboradas por Winnicott e Bion (a preocupação maternal e maternal primária; a relação continente/conteúdo), obstaculisam a transformação dos conteúdos e impulsos emocionais em coisas a serem pensados e logo, a serem integrados no próprio, pela capacidade de rêverie materna. A intolerância à frustação, a passagem ao acto, a expressão emocional e o domínio do concreto, testemunha a deficiente transformação dos representantes sígnicos em simbolos.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
O retorno ao consumo depois de um tempo de abstinência é abordado neste trabalho como uma repetição com características por vezes compulsivas, inerentes à teoria pulsional de Freud. Contudo, a repetição está para além do princípio do prazer. A relação precoce é de capital importância no estabelecimento da função objectalizante, na constituição dos objectos, e de todo o sistema de autoregulação As falhas relacionais primárias, elaboradas por Winnicott e Bion (a preocupação maternal e maternal primária; a relação continente/conteúdo), obstaculisam a transformação dos conteúdos e impulsos emocionais em coisas a serem pensados e logo, a serem integrados no próprio, pela capacidade de rêverie materna. A intolerância à frustação, a passagem ao acto, a expressão emocional e o domínio do concreto, testemunha a deficiente transformação dos representantes sígnicos em simbolos.
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