Elogio da cidade / João Peixoto
In: Revista Critica de Ciencias Sociais. Coimbra. N.30 (Jun. 1990) , p.97-112Idioma: Português.Assunto: INTERACÇÃO SOCIAL | RELAÇÃO INTERPESSOAL | URBANISMO Localização e Cota : PP82 Resumo: Qual o futuro das cidades? O primeiro problema a resolver é o do próprio conceito de "cidade". Na literatura sociológica, existem duas teorias dominantes: uma que defende a contínua especificidade do "urbano", conferindo identidade às "cidades" ao longo da história; outra que sustenta a diversidade da realidade "urbana", consoante as diferentes sociedades onde se enquadram as concentrações físicas da população. Devemos admitir que ambas as posições têm elementos de verdade. Sociedades, histórias ou civilizações diferentes dão diferentes significados às cidades; mas podemos defender que a forte interacção social, a permanente diversidade dos contactos, a informalidade das relações, sustentam uma forma peculiar de realidade sociológica. A actual sociedade de comunicação introduz alguns dados novos: nunca a comunicação inter-pessoal foi tão independente da proximidade física. Mas mesmo nela, mais importante do que falar do "fim das cidades" ou de uma "urbanização generalizada" é talvez enfatizar a permanente diferença da "cidade".| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP82 (Browse shelf) | Available |
Qual o futuro das cidades? O primeiro problema a resolver é o do próprio conceito de "cidade". Na literatura sociológica, existem duas teorias dominantes: uma que defende a contínua especificidade do "urbano", conferindo identidade às "cidades" ao longo da história; outra que sustenta a diversidade da realidade "urbana", consoante as diferentes sociedades onde se enquadram as concentrações físicas da população. Devemos admitir que ambas as posições têm elementos de verdade. Sociedades, histórias ou civilizações diferentes dão diferentes significados às cidades; mas podemos defender que a forte interacção social, a permanente diversidade dos contactos, a informalidade das relações, sustentam uma forma peculiar de realidade sociológica. A actual sociedade de comunicação introduz alguns dados novos: nunca a comunicação inter-pessoal foi tão independente da proximidade física. Mas mesmo nela, mais importante do que falar do "fim das cidades" ou de uma "urbanização generalizada" é talvez enfatizar a permanente diferença da "cidade".
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