Evolução do atendimento de toxicodependentes em Portugal de 1991 a 1996 / Nuno Felix da Costa, F. M. L., Sofia Freire
In: Toxicodependências. Lisboa. V.4,n.2 (1998) , p.55-69Idioma: Português.Assunto: TOXICODEPENDENTE Localização e Cota : P.215 Resumo: Desde 1991 são realizadas avaliações transversais anuais da população utente dos Centros de Atendimento de Toxicodependentes (CATs) que integram o SPTT. O objectivo inicial foi proporcionar uma descrição dos recursos utilizados, do modo de funcionamento da instituição e dos resultados obtidos. Este objectivo foi progressivamente alargado de modo a incluir nessa descrição uma caracterização sócio-demográfica da população em tratamento em 1993 e, no ano seguinte, informação referente ao padrão de consumo de drogas com relevo preventivo face ao SIDA. Neste trabalho faz-se a avaliação da metodologia sagital e tenta-se perscrutar tendências evolutivas pela ponderação conjunta dos resultados das seis edições do estudo. A recolha de dados utilizou um suporte criado para o efeito que deveria conciliar a especificação clara da informação considerada estratégica e, por outro lado, parcimónia no esforço a pedir aos terapeutas. Elaborou-se um formulário de escolha múltipla que permitia ser respondido em poucos minutos, a ser passado a cada doente pelo respectivo terapeuta. Este inquérito foi aplicado em todos os CATs do país, em dois dias consecutivos a meio da segunda semana de Novembro, anualmente desde 1991, a todos os doentes que tiveram consulta em qualquer desses dias. É saliente a elevada consistência interna dos resultados ao longo das sucessivas edições que sugere alguma fiabilidade da metodologia apesar de alguns vícios a apontar. As características sócio-demográficas da população estudada pouco variam ao longo das edições do Sagital. Os resultados mostram de forma geral um aumento da eficácia terapêutica no que respeita ao controlo dos consumos, à supressão dos sintomas e mesmo à melhoria do funcionamento psico-social. Esta notável estabilidade das variáveis estudadas por um lado define a instituição SPTT como razoavelmente estruturada com o que isso pode significar de maturidade no sentido de ter estabilizado uma resposta terapêutica mas também deixando o desafio da necessidade de outras respostas para os ainda amplos sectores da população toxicodependente fora do sistema.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
Desde 1991 são realizadas avaliações transversais anuais da população utente dos Centros de Atendimento de Toxicodependentes (CATs) que integram o SPTT. O objectivo inicial foi proporcionar uma descrição dos recursos utilizados, do modo de funcionamento da instituição e dos resultados obtidos. Este objectivo foi progressivamente alargado de modo a incluir nessa descrição uma caracterização sócio-demográfica da população em tratamento em 1993 e, no ano seguinte, informação referente ao padrão de consumo de drogas com relevo preventivo face ao SIDA. Neste trabalho faz-se a avaliação da metodologia sagital e tenta-se perscrutar tendências evolutivas pela ponderação conjunta dos resultados das seis edições do estudo. A recolha de dados utilizou um suporte criado para o efeito que deveria conciliar a especificação clara da informação considerada estratégica e, por outro lado, parcimónia no esforço a pedir aos terapeutas. Elaborou-se um formulário de escolha múltipla que permitia ser respondido em poucos minutos, a ser passado a cada doente pelo respectivo terapeuta. Este inquérito foi aplicado em todos os CATs do país, em dois dias consecutivos a meio da segunda semana de Novembro, anualmente desde 1991, a todos os doentes que tiveram consulta em qualquer desses dias. É saliente a elevada consistência interna dos resultados ao longo das sucessivas edições que sugere alguma fiabilidade da metodologia apesar de alguns vícios a apontar. As características sócio-demográficas da população estudada pouco variam ao longo das edições do Sagital. Os resultados mostram de forma geral um aumento da eficácia terapêutica no que respeita ao controlo dos consumos, à supressão dos sintomas e mesmo à melhoria do funcionamento psico-social. Esta notável estabilidade das variáveis estudadas por um lado define a instituição SPTT como razoavelmente estruturada com o que isso pode significar de maturidade no sentido de ter estabilizado uma resposta terapêutica mas também deixando o desafio da necessidade de outras respostas para os ainda amplos sectores da população toxicodependente fora do sistema.
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