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Percepção social do consumo de drogas ilícitas inquérito às paróquias / Artur Valentim

Autor: VALENTIM, ArturIn: Sociologia. Lisboa. N.21 (1996) , p.165-196Idioma: Português.Assunto: CONSUMO DE DROGAS TOXICODEPENDÊNCIA INQUÉRITO DADOS ESTATÍSTICOS Localização e Cota : P.230 Resumo: Realizou-se uma pesquisa empírica junto de um Informante Social relevante - os responsáveis locais da Igreja Católica com vista a observar a percepção do consumo de drogas ilícitas nas áreas do Grande Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal. Utilizou-se o inquérito por entrevista telefónica e aplicaram-se diferentes procedimentos de recolha de dados. Os resultados revelaram que 34,5% das paróquias contactaram com consumidores de drogas nos últimos três meses anteriores. O total de consumidores contactados foi de 1036, sendo o seu perfil similar ao que se conhece através dos dados estatísticos da saúde, a saber, predominantemente juvenil e masculino, tendo 88% das paróquias percepcionado a existência de toxicodependência e 58% indicado ter havido um aumento deste comportamento social.Os indicadores apontam as paróquias de habitat intermédio como as que apresentam sistematicamente os valores mais elevados de consumo percepcionado. O padrão percepcional registado não é homogéneo do ponto de vista regional. A Grande Lisboa regista a maior vivência paroquial do consumo de drogas, a maior prevalência de consumidores contactados, mas é a região onde a percepção de aumento da toxicodependência na comunidade da paróquia tem o seu valor mais baixo. Em contrapartida a Península de Setúbal é a região com menor vivência paroquial do consumo de drogas, menor prevalência, mas onde o aumento da toxicodependência na comunidade das paróquias é percepcionado com maior gravidade. O Grande Porto apresenta valores intermédios.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.230 (Browse shelf) Available

Realizou-se uma pesquisa empírica junto de um Informante Social relevante - os responsáveis locais da Igreja Católica com vista a observar a percepção do consumo de drogas ilícitas nas áreas do Grande Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal. Utilizou-se o inquérito por entrevista telefónica e aplicaram-se diferentes procedimentos de recolha de dados. Os resultados revelaram que 34,5% das paróquias contactaram com consumidores de drogas nos últimos três meses anteriores. O total de consumidores contactados foi de 1036, sendo o seu perfil similar ao que se conhece através dos dados estatísticos da saúde, a saber, predominantemente juvenil e masculino, tendo 88% das paróquias percepcionado a existência de toxicodependência e 58% indicado ter havido um aumento deste comportamento social.Os indicadores apontam as paróquias de habitat intermédio como as que apresentam sistematicamente os valores mais elevados de consumo percepcionado. O padrão percepcional registado não é homogéneo do ponto de vista regional. A Grande Lisboa regista a maior vivência paroquial do consumo de drogas, a maior prevalência de consumidores contactados, mas é a região onde a percepção de aumento da toxicodependência na comunidade da paróquia tem o seu valor mais baixo. Em contrapartida a Península de Setúbal é a região com menor vivência paroquial do consumo de drogas, menor prevalência, mas onde o aumento da toxicodependência na comunidade das paróquias é percepcionado com maior gravidade. O Grande Porto apresenta valores intermédios.

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