O neo-racismo europeu e as responsabilidades da Antropologia / João Filipe Marques
In: Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra. N.56 (Fev. 2000) , p.35-60Idioma: Português.Assunto: RACISMO | DISCURSO | PENSAMENTO SOCIOLÓGICO | ANTROPOLOGIA | PORTUGAL Localização e Cota : PP82 Resumo: O racismo que se observa hoje na Europa parece possuir contornos e especificidades que o afastam do racismo colonial do passado. Os motivos dominantes não são já a hereditariedade ou o sangue, mas as diferenças entre culturas ou os traços identitários, levando a modos de rejeição que no caso europeu, têm como alvo principal as minorias étnicas com origem na imigração. Paradoxalmente, o discurso político neo-racista vai buscar argumentos a uma parte do pensamento antropológico que, no passado, institui a disciplina enquando arma científica de combate ao racismo biodeterminista: as teorias do determinismo cultural e as doutrinas do relativismo cultural. E com o intuito de levantar (e não de resolver) a questão das apropriações políticas do discurso antropológico e da responsabilidade social e política do Antropólogo que se esboça aqui a articulação entre algumas aquisições da Antropologia e as metamorfoses ideológicas do neo-racismo europeu.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP82 (Browse shelf) | Available |
O racismo que se observa hoje na Europa parece possuir contornos e especificidades que o afastam do racismo colonial do passado. Os motivos dominantes não são já a hereditariedade ou o sangue, mas as diferenças entre culturas ou os traços identitários, levando a modos de rejeição que no caso europeu, têm como alvo principal as minorias étnicas com origem na imigração. Paradoxalmente, o discurso político neo-racista vai buscar argumentos a uma parte do pensamento antropológico que, no passado, institui a disciplina enquando arma científica de combate ao racismo biodeterminista: as teorias do determinismo cultural e as doutrinas do relativismo cultural. E com o intuito de levantar (e não de resolver) a questão das apropriações políticas do discurso antropológico e da responsabilidade social e política do Antropólogo que se esboça aqui a articulação entre algumas aquisições da Antropologia e as metamorfoses ideológicas do neo-racismo europeu.
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