As identidades sociais como políticas e como estratégias : o caso dos Açores / José Manuel de Oliveira Mendes
In: Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra. N.40 (Out. 1994) , p.153-172Idioma: Português.Assunto: IDENTIDADE SOCIAL | CULTURA | IDENTIDADE | IDENTIDADE CULTURAL | REDES SOCIAIS | PORTUGAL Localização e Cota : PP82 Resumo: Partindo da distinção entre identidades primárias e identidades secundárias ou imaginadas, procura delinear-se algumas hipóteses sobre o processo de (re)produção das identidades sociais, tendo como contexto o caso dos Açores. A análise foca dois planos distintos: a construção institucional e oficial (por parte do Governo Regional) do conceito de "açorianidade" (identidade imaginada); o processo de construção da identidade pelos agricultores, que, a partir da integração europeia, conduziu a clivagens acentuadas entre gerações. Conclui-se que, no plano teórico, conceitos como cultura e identidade nacional e/ou regional não demonstram grande riqueza heurística. A análise das "idioculturas", no sentido de Gary Alan Fine, parece apresentar maiores virtualidades, ou seja, as formas culturais devem ser conceptualizadas como tendo origem no contexto dos pequenos grupos e/ou nas redes sociais existentes.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP82 (Browse shelf) | Available |
Partindo da distinção entre identidades primárias e identidades secundárias ou imaginadas, procura delinear-se algumas hipóteses sobre o processo de (re)produção das identidades sociais, tendo como contexto o caso dos Açores. A análise foca dois planos distintos: a construção institucional e oficial (por parte do Governo Regional) do conceito de "açorianidade" (identidade imaginada); o processo de construção da identidade pelos agricultores, que, a partir da integração europeia, conduziu a clivagens acentuadas entre gerações. Conclui-se que, no plano teórico, conceitos como cultura e identidade nacional e/ou regional não demonstram grande riqueza heurística. A análise das "idioculturas", no sentido de Gary Alan Fine, parece apresentar maiores virtualidades, ou seja, as formas culturais devem ser conceptualizadas como tendo origem no contexto dos pequenos grupos e/ou nas redes sociais existentes.
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