'O prazer aquém do corpo' : confluência para uma abordagem preventiva / Raúl António Soares de Melo
In: Toxicodependências. Lisboa. A.2,n.2 (Jun. 1996) , p.27-33Idioma: Português.Assunto: TOXICODEPENDÊNCIA Localização e Cota : P.215 Resumo: Resumo: Não é possível, estar-se a bem, simultaneamente, com 'Deus e o Diabo', ver o todo e estudar a parte, ser-se o poeta e o cientista. É talvez este o verdadeiro contexto em que se enquadra a toxicodependência: a dificuldade de conjugar tendências opostas, encontrar compromissos entre extremos, garantir o funcionamento homeostático do sistema. Pensar o corpo na toxicodependência é perspectivar o espaço relacional - interno e externo -, a gestão da distância para o objecto amado, o confronto com a imagem reflectida no espelho relacional. É compreender o contexto biológico do comportamento e o seu jogo de condicionamentos com o meio. É ainda, entender o seu significado no plano social, à luz dos paradoxos da sociedade moderna. A prevenção deverá ser concebida como integradora, contínua no tempo, elegendo a linguagem e os interlocutores adequados, de modo a dar respostas alternativas às necessidades expressas na toxicodependência, independentemente da vertente pela qual se analise o fenómeno. Assume-se o corpo como a encruzilhada de todas as abordagens, utilizando como metodologia a acção-reflexão. Assim se pretende passar do corpo-máquina ao corpo pensante e actuante. Assim se pretende passar do prazer aquém do corpo, para o prazer de um corpo uno, integrado e, sobretudo, VIVO.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
Resumo: Não é possível, estar-se a bem, simultaneamente, com 'Deus e o Diabo', ver o todo e estudar a parte, ser-se o poeta e o cientista. É talvez este o verdadeiro contexto em que se enquadra a toxicodependência: a dificuldade de conjugar tendências opostas, encontrar compromissos entre extremos, garantir o funcionamento homeostático do sistema. Pensar o corpo na toxicodependência é perspectivar o espaço relacional - interno e externo -, a gestão da distância para o objecto amado, o confronto com a imagem reflectida no espelho relacional. É compreender o contexto biológico do comportamento e o seu jogo de condicionamentos com o meio. É ainda, entender o seu significado no plano social, à luz dos paradoxos da sociedade moderna. A prevenção deverá ser concebida como integradora, contínua no tempo, elegendo a linguagem e os interlocutores adequados, de modo a dar respostas alternativas às necessidades expressas na toxicodependência, independentemente da vertente pela qual se analise o fenómeno. Assume-se o corpo como a encruzilhada de todas as abordagens, utilizando como metodologia a acção-reflexão. Assim se pretende passar do corpo-máquina ao corpo pensante e actuante. Assim se pretende passar do prazer aquém do corpo, para o prazer de um corpo uno, integrado e, sobretudo, VIVO.
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