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Contribuição para uma análise histórica da droga.

Autor: POIARES, Carlos Alberto Martins Da Silva In: Toxicodependências. Lisboa. N.5 n. 1 (1999) , P. 3-12Idioma: Português.Assunto: DROGA CONSUMO DE DROGA Localização e Cota : P. 215 Resumo: Ao longo do artigo, o autor traça a genealogia do consumo de drogas, desde a antiguidade até ao tempo presente, procurando demonstrar que existiu sempre uma relação de proximidade (quando não de dependência) entre a Humanidade e as substâncias estupefacientes e psicotrópicas. Todavia, em cada tempo histórico-cultural têm sido diversos os contextos em que se inscrevem esses usos e as representações sociais que dos mesmos são feitas. Assim, o consumo de droga tem assumido na História as faces religiosa, de ritualidade social, lúdica e terapêutica, tornando-se, a partir dos finais do século XIX, objecto e causa de criminalidade. Os consumos não divergiram tanto quanto se poderia supor: a grande mutação reside na forma como as comunidades (nacionais e internacional) têm representando os utilizadores de droga. Daí a íntima conexão entre a droga e a delinquência (a lei produziu o delinquente-consumidor) e os espaços de estigmatização de que o Casal Ventoso constitui um exemplo actual.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P. 215 (Browse shelf) Available

Ao longo do artigo, o autor traça a genealogia do consumo de drogas, desde a antiguidade até ao tempo presente, procurando demonstrar que existiu sempre uma relação de proximidade (quando não de dependência) entre a Humanidade e as substâncias estupefacientes e psicotrópicas. Todavia, em cada tempo histórico-cultural têm sido diversos os contextos em que se inscrevem esses usos e as representações sociais que dos mesmos são feitas. Assim, o consumo de droga tem assumido na História as faces religiosa, de ritualidade social, lúdica e terapêutica, tornando-se, a partir dos finais do século XIX, objecto e causa de criminalidade. Os consumos não divergiram tanto quanto se poderia supor: a grande mutação reside na forma como as comunidades (nacionais e internacional) têm representando os utilizadores de droga. Daí a íntima conexão entre a droga e a delinquência (a lei produziu o delinquente-consumidor) e os espaços de estigmatização de que o Casal Ventoso constitui um exemplo actual.

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