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'Relações Viciadas' : contributo para a compreensão da toxicodependência / António Régio de Mendonça

Autor: MENDONÇA, António RégioIn: Toxicodependências. Lisboa. A.2,n.3 (Nov.1996) , p.29-38Idioma: Português.Assunto: TOXICODEPENDÊNCIA Localização e Cota : P.215 Resumo: Pretende-se com este artigo, comentar alguns aspectos do funcionamento psíquico dos toxicodependentes ligados ao consumo de drogas ou que lhe estão associados, bem como a outros que por sistema interferem nos processos terapêuticos. A abordagem teórica é feita na perspectiva das estruturas da personalidade que têm sido designadas por 'partes destrutivas', 'organizações defensivas', 'organizações narcisistas','narcisismo destrutivo','organizações patológicas' ou 'organizações destrutivas'. Tal como têm sido conceptualizadas, os seus objectivos são meramente destrutivos, interferem negativamente em todos os esforços de desenvolvimento para a maturidade e opõem-se sistemáticamente aos terapeutas e a qualquer avanço no processo terapêutico. Neste contexto a toxicodependência é encarada como 'vício', no sentido em que foi definido por Meltzer, a que correspondem estados mentais caracterizados por relações 'viciadas'. São comentados dois casos clínicos. No primeiro caso parece haver já uma identificação entre o self e aquela organização, tal é o seu carácter dominante. No segundo caso esta estrutura exerce somente um domínio parcial, mantendo o resto da personalidade sob passividade.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.215 (Browse shelf) Available

Pretende-se com este artigo, comentar alguns aspectos do funcionamento psíquico dos toxicodependentes ligados ao consumo de drogas ou que lhe estão associados, bem como a outros que por sistema interferem nos processos terapêuticos. A abordagem teórica é feita na perspectiva das estruturas da personalidade que têm sido designadas por 'partes destrutivas', 'organizações defensivas', 'organizações narcisistas','narcisismo destrutivo','organizações patológicas' ou 'organizações destrutivas'. Tal como têm sido conceptualizadas, os seus objectivos são meramente destrutivos, interferem negativamente em todos os esforços de desenvolvimento para a maturidade e opõem-se sistemáticamente aos terapeutas e a qualquer avanço no processo terapêutico. Neste contexto a toxicodependência é encarada como 'vício', no sentido em que foi definido por Meltzer, a que correspondem estados mentais caracterizados por relações 'viciadas'. São comentados dois casos clínicos. No primeiro caso parece haver já uma identificação entre o self e aquela organização, tal é o seu carácter dominante. No segundo caso esta estrutura exerce somente um domínio parcial, mantendo o resto da personalidade sob passividade.

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