A prisão da linguagem e a linguística da prisão : uma leitura de surveiller et punir de Michel Foucault / Carolina Alvim da Graça Reis ; ori. tese Pedro Maia Garcia Marques
Idioma: Português.Publicação: Lisboa : [s.n.], 2019Descrição física: 44 p.; em PDFColeção: EstudosAssunto: 549 | 220 | 1052 | 5182 | 5106 | 1873 | 4958 | 5079 | 279Localização e Cota : EST1104 Resumo: A presente dissertação tem como objectivo estudar a história da pena de prisão e perceber porque é que, ainda hoje, se trata da pena de eleição do Direito Penal. Para tal, o presente trabalho apoia-se no pensamento de Michel Foucault e, essencialmente, na sua obra Surveiller et Punir. Confrontados com o carácter de “evidência” e as falhas que, segundo este autor, a prisão apresenta desde as suas origens, interrogar-nos-emos sobre o porquê desta evidência e se será possível, nos dias de hoje, ultrapassá-la para conseguir encontrar uma alternativa viável. Recorremos assim à linguística jurídica e, principalmente, ao trabalho de Gérard Cornu e Edward Sapir. Conclui que para conseguir sequer conceber uma alternativa à pena de prisão, será necessário reformar a linguagem do Direito e permitir a sua abertura a novos conceitos, lógicas e interlocutores.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1104 (Browse shelf) | 8341 | Available | DGRSP83411240983 |
Dissertação apresentada à Universidade Católica Portuguesa - Faculdade de Direito, para a obtenção do grau de Mestre em Direito Forense especialização em Direito e Processo Penal.
A presente dissertação tem como objectivo estudar a história da pena de prisão e perceber porque é que, ainda hoje, se trata da pena de eleição do Direito Penal. Para tal, o presente trabalho apoia-se no pensamento de Michel Foucault e, essencialmente, na sua obra Surveiller et Punir. Confrontados com o carácter de “evidência” e as falhas que, segundo este autor, a prisão apresenta desde as suas origens, interrogar-nos-emos sobre o porquê desta evidência e se será possível, nos dias de hoje, ultrapassá-la para conseguir encontrar uma alternativa viável. Recorremos assim à linguística jurídica e, principalmente, ao trabalho de Gérard Cornu e Edward Sapir. Conclui que para conseguir sequer conceber uma alternativa à pena de prisão, será necessário reformar a linguagem do Direito e permitir a sua abertura a novos conceitos, lógicas e interlocutores.
There are no comments for this item.