Normal view MARC view ISBD view

Reclusão feminina : maternidade e nacionalidade / Ana Carolina Rachinhas da Silva Guimarães ; ori. tese Raquel Maria Navais de Carvalho Matos

Autor: GUIMARÃES, Ana Carolina Rachinhas da SilvaCo-autor: MATOS, Raquel Maria Navais de CarvalhoIdioma: Português.Publicação: Porto : [s.n.], 2015Descrição física: X, 46, XXXVIII p.; em PDF Coleção: EstudosAssunto: 705 | 104369 | 8104 | 1576 | 102630 | 3839 | 7792 | 105263 | 5079 | 279Localização e Cota : EST1093 Resumo: As mulheres estiveram durante muito tempo ausentes no estudo da criminalidade, a nível nacional e internacional (Matos, 2008). É também à figura feminina que se atribui maior responsabilidade no incremento de cidadãos estrangeiros no sistema jurídico e prisional (Moreira, 2006). Perante a reclusão feminina, o exercício da parentalidade por mulheres reclusas continua invisível (Granja, Cunha & Machado, 2013), existindo poucos estudos que se debrucem sobre o efeito da reclusão nas mães (Shamai & Kochal, 2008). O presente estudo tem como objectivo perceber como é que as mulheres vivenciam a maternidade em contexto de reclusão, qual o impacto da maternidade na adaptação a esse contexto e o impacto da reclusão na maternidade e se é sentido ou não de igual forma por reclusas nacionais e estrangeiras. Para tal, foram entrevistadas quatro reclusas mães, duas portuguesas e duas estrangeiras, com filhos dentro e fora do Estabelecimento Prisional, com recurso a um guião de entrevista semi estruturado. A partir da análise qualitativa dos discursos das quatro entrevistadas foi possível concluir que os filhos são a figura central. Para as reclusas estrangeiras contribuem para atenuar o choque à reclusão e, consequentemente facilitar a sua adaptação a este contexto, pois constituem na maioria das vezes o único apoio. Para as reclusas portuguesas e, dado que estas têm importantes figuras de suporte, como família e amigos, esta centralização resulta da necessidade de manutenção do vínculo materno e de sentimentos de culpabilidade. Estudo realizado em colaboração com o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo Feminino.
Tags from this library: No tags from this library for this title. Log in to add tags.
    average rating: 0.0 (0 votes)
Item type Current location Call number Copy number Status Date due Barcode
Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
EST1093 (Browse shelf) 5975 Available DGRSP59751240402

Dissertação apresentada à Universidade Católica Portuguesa - Faculdade de Educação e Psicologia para a obtenção do grau de Mestre em Psicologia - Especialização em Psicologia da Justiça e do Comportamento Desviante

As mulheres estiveram durante muito tempo ausentes no estudo da criminalidade, a nível nacional e internacional (Matos, 2008). É também à figura feminina que se atribui maior responsabilidade no incremento de cidadãos estrangeiros no sistema jurídico e prisional (Moreira, 2006). Perante a reclusão feminina, o exercício da parentalidade por mulheres reclusas continua invisível (Granja, Cunha & Machado, 2013), existindo poucos estudos que se debrucem sobre o efeito da reclusão nas mães (Shamai & Kochal, 2008). O presente estudo tem como objectivo perceber como é que as mulheres vivenciam a maternidade em contexto de reclusão, qual o impacto da maternidade na adaptação a esse contexto e o impacto da reclusão na maternidade e se é sentido ou não de igual forma por reclusas nacionais e estrangeiras. Para tal, foram entrevistadas quatro reclusas mães, duas portuguesas e duas estrangeiras, com filhos dentro e fora do Estabelecimento Prisional, com recurso a um guião de entrevista semi estruturado. A partir da análise qualitativa dos discursos das quatro entrevistadas foi possível concluir que os filhos são a figura central. Para as reclusas estrangeiras contribuem para atenuar o choque à reclusão e, consequentemente facilitar a sua adaptação a este contexto, pois constituem na maioria das vezes o único apoio. Para as reclusas portuguesas e, dado que estas têm importantes figuras de suporte, como família e amigos, esta centralização resulta da necessidade de manutenção do vínculo materno e de sentimentos de culpabilidade. Estudo realizado em colaboração com o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo Feminino.

There are no comments for this item.

Log in to your account to post a comment.