Prisão Preventiva : medida de coação ou de punição? / Ana Sofia Ribeiro Tavares Ferreira ; ori. tese Luísa Saavedra
Idioma: Português.Publicação: [S.l. : s.n.], 2011Descrição física: 22 p.; 30 cm PDFColeção: EstudosAssunto: 705 | 1638 | 9391 | 104369 | 5106 | 104326 | 5079 | 279Localização e Cota : EST995 Resumo: A prisão preventiva é uma medida de coação que, em Portugal, mantem 2303 indivíduos em reclusão apesar de estes ainda não terem sido sujeitos a julgamento. Dada a indefinição do desfecho desta medida pretendeu-se compreender o impacto sentido pelos reclusos e reclusas em prisão preventiva ao nível do seu funcionamento psicológico e comportamental. Para tal, foram realizadas 12 entrevistas semi estruturadas a seis reclusos e seis reclusas que se encontravam pelo menos há seis meses em prisão preventiva. Os dados obtidos foram analisados através da Análise Temática. Foi possível concluir que a prisão preventiva causa um elevado sofrimento psicológico nos reclusos, derivado da incerteza do desfecho da medida de coação e das características da reclusão (muito horas nas celas, impossibilidade de trabalho). Para as mulheres, mais do que para os homens, a separação dos filhos torna este contexto ainda mais sofrido. Por outro lado, verificamos que estes reclusos estiveram sujeitos a um conjunto de violência física e/ou psicológica desde o momento em que foram detidos| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST995 (Browse shelf) | 4569 | Available | DGRSP45691127275 |
Dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia apresentado á Universidade do Minho, Escola de Psicologia
A prisão preventiva é uma medida de coação que, em Portugal, mantem 2303 indivíduos em reclusão apesar de estes ainda não terem sido sujeitos a julgamento. Dada a indefinição do desfecho desta medida pretendeu-se compreender o impacto sentido pelos reclusos e reclusas em prisão preventiva ao nível do seu funcionamento psicológico e comportamental. Para tal, foram realizadas 12 entrevistas semi estruturadas a seis reclusos e seis reclusas que se encontravam pelo menos há seis meses em prisão preventiva. Os dados obtidos foram analisados através da Análise Temática. Foi possível concluir que a prisão preventiva causa um elevado sofrimento psicológico nos reclusos, derivado da incerteza do desfecho da medida de coação e das características da reclusão (muito horas nas celas, impossibilidade de trabalho). Para as mulheres, mais do que para os homens, a separação dos filhos torna este contexto ainda mais sofrido. Por outro lado, verificamos que estes reclusos estiveram sujeitos a um conjunto de violência física e/ou psicológica desde o momento em que foram detidos
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