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Discursos de Reclusos : reincidência, reeducação e perspectivas de integração social / Filomena Maria de Sousa e Silva ; ori.tese Tiago Neves

Autor: Silva, Filomena Maria de Sousa eCo-autor: Neves, TiagoIdioma: Português.Publicação: [S.l. : s.n.], [2009]Descrição física: 77 p.; 30 cm em PDFColeção: EstudosAssunto: 549 | 741 | 4879 | 5916 | 550 | 5426 | 5079 | 279Localização e Cota : EST980 Resumo: Durante os setenta e cinco dias (em 1997) em que permaneci detida nas prisões de Custóias e Tires, fiquei com a ideia de que o tempo de reclusão se revela vazio de sentido, enclausurado que está num terreno inóspito, onde não há lugar nem espaço à agência nem sinais de projectos de vida que motivem os reclusos, a não ser o peso do interminável desfiar das horas. Regresso, desta vez no papel de investigadora, para tentar perceber os motivos que levam uma pessoa a reincidir no crime, depois de já ter passado pela experiência de viver naquele espaço “fora da rede” e ter sentido os efeitos da exclusão no retorno à vida em sociedade. Através dos discursos dos profissionais da cadeia e dos próprios reclusos, tento compreender, por um lado, o trabalho penitenciário relativo ao tratamento e reeducação dos prisioneiros e, por outro, conhecer os percursos dos detidos, as suas dificuldades em anteriores regressos à vida em liberdade, o seu dia-a-dia no espaço prisional, a sua relação com outros e, também, as suas expectativas perante a hora da libertação. Depois de fazer uma resenha sobre o tratamento dos reclusos e o controlo social das populações desde as sociedades pré-modernas até aos nossos dias e de me deter brevemente na legislação portuguesa que mais tem contribuído para a orientação dos serviços prisionais quanto à promoção da reinserção social dos reclusos e à prevenção da reincidência criminal, teço algumas considerações sobre as características da população reclusa, o seu tratamento dentro da prisão e a desarticulação entre os serviços prisionais e o trabalho de reinserção social efectivo, ou seja, aquele que visa a integração na sociedade a partir do momento da libertação.
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Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
EST980 (Browse shelf) 4449 Available DGRSP44491126313

Dissertação apresentada na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Educação, Especialização em Estudos de Desenvolvimento em Ciências Sociais e Educacionais: Perspectivas Europeias sobre a Inclusão Social

Durante os setenta e cinco dias (em 1997) em que permaneci detida nas prisões de Custóias e Tires, fiquei com a ideia de que o tempo de reclusão se revela vazio de sentido, enclausurado que está num terreno inóspito, onde não há lugar nem espaço à agência nem sinais de projectos de vida que motivem os reclusos, a não ser o peso do interminável desfiar das horas. Regresso, desta vez no papel de investigadora, para tentar perceber os motivos que levam uma pessoa a reincidir no crime, depois de já ter passado pela experiência de viver naquele espaço “fora da rede” e ter sentido os efeitos da exclusão no retorno à vida em sociedade. Através dos discursos dos profissionais da cadeia e dos próprios reclusos, tento compreender, por um lado, o trabalho penitenciário relativo ao tratamento e reeducação dos prisioneiros e, por outro, conhecer os percursos dos detidos, as suas dificuldades em anteriores regressos à vida em liberdade, o seu dia-a-dia no espaço prisional, a sua relação com outros e, também, as suas expectativas perante a hora da libertação. Depois de fazer uma resenha sobre o tratamento dos reclusos e o controlo social das populações desde as sociedades pré-modernas até aos nossos dias e de me deter brevemente na legislação portuguesa que mais tem contribuído para a orientação dos serviços prisionais quanto à promoção da reinserção social dos reclusos e à prevenção da reincidência criminal, teço algumas considerações sobre as características da população reclusa, o seu tratamento dentro da prisão e a desarticulação entre os serviços prisionais e o trabalho de reinserção social efectivo, ou seja, aquele que visa a integração na sociedade a partir do momento da libertação.

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