Autolesão, suicídio e género em contexto prisional : a perspetiva dos profissionais prisionais / Raquel Santos Ribeiro ; ori. tese Manuela Ivone Cunha
Idioma: Português.Publicação: BRAGA : Instituto de Ciências Sociais, 2017Descrição física: 139 f.; 30 cmColeção: Estudos Nota de dissertação ou tese: Dissertação de mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade pela Universidade do Minho, Instituto de Ciências SociaisAssunto: 558 | 235500 | 9901 | 11095 | 104369 | 942 | 4988 | 5079 | 279CDU: 316 Localização e Cota : EST916 Resumo: Os estudos existentes sobre os fenómenos de autolesão e (tentativas de) suicídio centram-se na exposição dos fatores de risco que o contexto prisional representa na vida do indivíduo e na forma como estes influenciam e potenciam estas práticas, sendo que tais estudos procuram definir padrões/ perfis de reclusos possivelmente suicidários. O objetivo desta dissertação é de outra natureza. Procurou-se compreender de que forma vários profissionais prisionais (desde Guardas Prisionais, Técnicos Superiores de Reeducação e membros do corpo clínico) percecionam e lidam com estes comportamentos (autolesivos/suicidários) e se o fazem de forma diferenciada consoante o género de pessoas recluídas. Para isso, no total foram realizadas 23 entrevistas junto de profissionais ao serviço do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (masculino) e do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (feminino). No que concerne aos resultados e tendo por base o discurso dos profissionais, constata-se algumas tendências. Encontramos profissionais com discursos ainda assentes em ideias de senso comum e enraizadas socialmente, como “quem se quer suicidar não diz que o vai fazer”. Mas acima de tudo, ainda encontramos no coletivo de todos os profissionais entrevistados (e com outros com os quais apenas existiu a oportunidade de estabelecer conversas informais), a ideia de que quem comete violência autodirigida, nomeadamente a autolesão, o faz com um propósito essencialmente instrumental, o qual passa por chamar atenção e/ou para a obtenção de algo, seja o indivíduo recluído homem ou mulher.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST916 (Browse shelf) | 8181 | Available | DGRSP81811104215 |
Dissertação de mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade pela Universidade do Minho, Instituto de Ciências Sociais
Os estudos existentes sobre os fenómenos de autolesão e (tentativas de) suicídio centram-se na exposição dos fatores de risco que o contexto prisional representa na vida do indivíduo e na forma como estes influenciam e potenciam estas práticas, sendo que tais estudos procuram definir padrões/ perfis de reclusos possivelmente suicidários. O objetivo desta dissertação é de outra natureza. Procurou-se compreender de que forma vários profissionais prisionais (desde Guardas Prisionais, Técnicos Superiores de Reeducação e membros do corpo clínico) percecionam e lidam com estes comportamentos (autolesivos/suicidários) e se o fazem de forma diferenciada consoante o género de pessoas recluídas. Para isso, no total foram realizadas 23 entrevistas junto de profissionais ao serviço do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (masculino) e do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (feminino). No que concerne aos resultados e tendo por base o discurso dos profissionais, constata-se algumas tendências. Encontramos profissionais com discursos ainda assentes em ideias de senso comum e enraizadas socialmente, como “quem se quer suicidar não diz que o vai fazer”. Mas acima de tudo, ainda encontramos no coletivo de todos os profissionais entrevistados (e com outros com os quais apenas existiu a oportunidade de estabelecer conversas informais), a ideia de que quem comete violência autodirigida, nomeadamente a autolesão, o faz com um propósito essencialmente instrumental, o qual passa por chamar atenção e/ou para a obtenção de algo, seja o indivíduo recluído homem ou mulher.
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