Repertórios interpretativos sobre o amor (Record no. 9461)

001 - ETIQUETA DE REGISTO
Identificador do registo 9461
100 ## - DADOS GERAIS DE PROCESSAMENTO
Dados gerais de processamento 20160302d2012 y0pory50 ba
101 ## - LÍNGUA DA PUBLICAÇÃO
Língua do texto, banda sonora, etc. Português
200 ## - TÍTULO E MENÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Título próprio Repertórios interpretativos sobre o amor
Informação de outro título das narrativas culturais às conjugalidades violentas
Primeira menção de responsabilidade Ana Rita Conde Dias
210 ## - PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, ETC.
Lugar da publicação, distribuição, etc. [Braga]
Nome do editor, distribuidor, etc. Universidade do Minho
Data da publicação, distribuição, etc. 2012
215 ## - DESCRIÇÃO FÍSICA
Indicação específica do tipo de material e extensão do item XVIII, 246
Dimensões 30 cm (Digitalizada)
225 ## - COLECÇÃO
Título próprio da colecção Estudos
300 ## - NOTAS GERAIS
Texto da nota Tese de Doutoramento em Psicologia, Especialidade de Psicologia da Justiça, pela Universidade do Minho, Escola de Psicologia
330 ## - SÚMULA OU RESUMO
Texto da nota No presente estudo, adotando uma perspetiva sociocultural assente nos pressupostos construcionistas sociais, procuramos analisar e compreender o fenómeno do amor, mais precisamente, a sua articulação com as práticas relacionais amorosas, entre as quais, as que se caracterizam pela violência. No percurso teórico que desenvolvemos, encontramos fundamentos que nos permitem sustentar o argumento de que o amor e a violência na intimidade são fenómenos intimamente dependentes das práticas e discursos socioculturais, pelo que defendemos a interligação dos fenómenos e a adoção de uma perspetiva sociocultural na sua análise. No que diz respeito à violência na intimidade, procedeu-se à revisão das teorias e da investigação que integram a dimensão cultural, concluindo-se que há fatores socioculturais que fornecem racionais e justificações para a violência. No que diz respeito ao amor, realizamos uma revisão exaustiva das diferentes abordagens teóricas e estudos sobre o fenómeno, constatando o reconhecimento consensual da existência de variações culturais na experiência do amor e concluindo que esta é constrangida pelos padrões culturais vigentes num dado tempo/espaço, incluindo a experiência “violenta” do fenómeno. Utilizando uma metodologia qualitativa da análise do discurso e recorrendo ao conceito de “repertório interpretativo”, procuramos compreender quais as grelhas interpretativas culturais disponíveis para significar o amor e analisar de que forma essas grelhas/repertórios são apropriadas e transformadas no discurso e nas práticas dos diferentes sujeitos. Mais especificamente, de que forma estas grelhas interpretativas podem influenciar as relações de intimidade e o recurso a práticas violentas ou abusivas. No primeiro estudo empírico analisámos o discurso dos sujeitos sem historial de violência e com diferentes backgrounds geracionais (adultos de diferentes faixas etárias e jovens). Concluiu-se que existe de uma continuidade discursiva transgeracional mas identificaram-se algumas especificidades geracionais, discutidas à luz do contexto sociocultural. No segundo estudo empírico, realizou-se uma análise comparativa entre os sujeitos com historial de violência e os sujeitos sem historial de violência, tanto da população juvenil como da população adulta. Além dos aspetos consensuais, discutem se as especificidades que distinguem os sujeitos com historial de violência dos sujeitos sem historial de violência e, mais especificamente, discutem-se as particularidades que distinguem o discurso dos jovens. No terceiro e no quarto estudo empíricos analisou-se o discurso dos agressores e o discurso das vítimas. No estudo com os agressores, verificou-se que o tema da conflitualidade/violência é central no seu discurso, havendo uma tentativa de integrar na sua história a perpetração de violência contra a parceira. Identificam-se diferenças entre os agressores juvenis e os agressores adultos, bem como diferenças decorrentes da situação relacional dos sujeitos. No estudo desenvolvido com as vítimas, identificaramse tentativas de conciliar a experiência da vitimação com a componente amorosa mas, também, a experiência de perpetração no feminino. Identificaram-se, também, diferenças entre as vítimas jovens e as adultas, bem como algumas especificidades decorrentes da situação relacional das mulheres. Face aos resultados destes dois estudos, são analisados os discursos socioculturais mais alargados sobre o amor e explorados tópicos de intervenção. Reflete-se, ainda, sobre a forma como os discursos do amor constrangem, diferenciadamente, a experiência da vitimação e a experiência da perpetração no feminino. Por fim, na conclusão, debatemos as implicações dos resultados a três níveis: (i) o que traduzem quanto aos processos históricos, sociais e políticos da cultura portuguesa; (ii) as possibilidades que abrem/fecham enquanto recursos culturais para a construção do amor e das práticas/formas relacionais (e em que medida podem constranger/influenciar a vivência de relações violentas, abusivas e assimétricas); e (iii) pistas para a intervenção, preventiva e remediativa, que fornecem, mas sob uma perspetiva cultural.
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada PSICOLOGIA
ID Autoridade 705
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada DIREITO PENAL
ID Autoridade 220
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada VITIMAÇÃO
ID Autoridade 336840
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada PREVENÇÃO
ID Autoridade 1401
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada AFECTIVIDADE
ID Autoridade 7036
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada AGRESSOR
ID Autoridade 5078
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada AGRESSIVIDADE
ID Autoridade 2117
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada TESE DE DOUTORAMENTO
ID Autoridade 5155
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada PORTUGAL
ID Autoridade 279
700 ## - NOME DE PESSOA - RESPONSABILIDADE PRINCIPAL
Palavra de ordem DIAS
Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem Ana Rita Conde
ID Autoridade 329544
852 ## - LOCALIZAÇÃO E COTA
Cota EST811
995 ## - LOCALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO DE EXEMPLARES
-- 0
-- EST_811_000000000000000
-- 2021-12-17
-- 2021-12-17
-- 0
Holdings
Número de registo Número interno Koha (auto-gerado) Biblioteca de aquisição Biblioteca de empréstimo Código de barras Cota Tipo de documento Forma de aquisição
7483 12488 Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais DGRSP74831013348 EST811 Monografias Oferta