O problema do desconhecimento no dolo (Record no. 396158)

001 - ETIQUETA DE REGISTO
Identificador do registo 396158
100 ## - DADOS GERAIS DE PROCESSAMENTO
Dados gerais de processamento 20210413d2019 y0pory50 ba
101 ## - LÍNGUA DA PUBLICAÇÃO
Língua do texto, banda sonora, etc. Português
200 ## - TÍTULO E MENÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Título próprio O problema do desconhecimento no dolo
Indicação genérica do tipo de material Recurso eletrónico
Informação de outro título os dois planos normativização do elemento intelectual, com particular aplicação ao erro e aos desvios dos processos causais
Primeira menção de responsabilidade Wagner Marteleto Filho
210 ## - PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, ETC.
Lugar da publicação, distribuição, etc. Lisboa
Nome do editor, distribuidor, etc. [s.n.]
Data da publicação, distribuição, etc. 2019
215 ## - DESCRIÇÃO FÍSICA
Indicação específica do tipo de material e extensão do item 1 CD-ROM
Dimensões 12 cm
300 ## - NOTAS GERAIS
Texto da nota Dissertação de mestrado em Direito, especialidade em Ciências Jurídico-Criminais, apresentada à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, sob a orientação de Maria Fernanda Palma. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 4,18 MB em formato PDF (618 p.).
330 ## - SÚMULA OU RESUMO
Texto da nota A presente investigação tem por objeto os problemas do conteúdo da representação e do desconhecimento no dolo. Busca-se, primeiramente, confrontar as perspectivas de acento psicológico às contemporâneas concepções “normativas “, notadamente as designadas "normativo-volitivas“ e “normativocognitivas“, no sentido de se compreender os dados psicológicos de relevância para a integração do conceito de dolo. No aspecto axiológico-material, sustenta-se que o dolo expressa/simboliza uma negativa direta de validade da norma, que exige uma resposta mais intensa, para sua confirmação. No aspecto analítico, são investigados os dois “elementos psicológicos” tradicionalmente associados ao dolo - a vontade e o conhecimento -, no escopo de se verificar a relação funcional de cada um destes com a fundamentação da responsabilidade qualificada. Quanto ao elemento volitivo, recusa-se-lhe autonomia enquanto um "posicionamento emocional“ (elemento de culpa), tomando-o como um conceito disposicional, atributivo, de uma vontade extrovertida e conectada ação. No que toca ao elemento intelectual, reconhece-se que sua presença induz à situação de evitabilidade facilitada (elevada evitabilidade) - pressuposta a vontade leal ao Direito -, daí derivando-se sua importância funcional para o dolo. Consequentemente, defendesse que, configurado um risco de determinada qualidade (perigo doloso / perigo desprotegido), e presente o conhecimento de tal risco, não compete ao agente avaliar/decidir sobre este, pois esta avaliação se dá em um parâmetro racionalnormativo, e não psicológico-individual (primeiro plano de normativização). Mais que isso, questiona-se a premissa de que o conhecimento factual, em todos os casos, se afigure sempre imprescindível para o reconhecimento do dolo, realizando-se, assim, uma revisão funcional da teoria do erro, sob a égide do princípio da responsabilidade (segundo plano de normativização). Investigam-se, então, os casos de erro sobre as circunstâncias do tipo e sobre os pressupostos factuais das causas de justificação (erro de tipo permissivo), bem ainda os desvios dos processos causais, no sentido de se demonstrar que o conhecimento, como dado psicológico, embora em regra necessário, não configura um pressuposto inultrapassável do dolo. Aponta-se, a partir daí, que há casos de desconhecimento, por indiferença ao Direito, que desvelam a contrariedade direta à norma, característica do comportamento doloso, em termos comunicativos (segundo plano de normativização). Por fim, pretende-se, em conexão com os elementos conceituais, recebidos como dados empíricos (conhecimento do risco de determinado tipo) e disposicionais (vontade extrovertida), explicitar os indicadores e contraindicadores de relevo para a adscrição do dolo (catálogo objetivo de indicadores), com análise de casos da jurisprudência alemã e portuguesa.
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada FRAUDE
ID Autoridade 227574
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada ANÁLISE PSICOLÓGICA
ID Autoridade 323418
700 ## - NOME DE PESSOA - RESPONSABILIDADE PRINCIPAL
Palavra de ordem MARTELETO FILHO
Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem Wagner
ID Autoridade 147535
955 ## -
-- Oferta
995 ## - LOCALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO DE EXEMPLARES
-- 0
-- PJCD_318_000000000000000
-- 2022-06-06
-- 2022-06-06
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