| 001 - ETIQUETA DE REGISTO |
| Identificador do registo |
390779 |
| 100 ## - DADOS GERAIS DE PROCESSAMENTO |
| Dados gerais de processamento |
20120207d2010 y0pory50 ba |
| 101 ## - LÍNGUA DA PUBLICAÇÃO |
| Língua do texto, banda sonora, etc. |
Português |
| 200 ## - TÍTULO E MENÇÃO DE RESPONSABILIDADE |
| Título próprio |
Abuso sexual na infância e adolescência |
| Indicação genérica do tipo de material |
Recurso eletrónico |
| Informação de outro título |
uma leitura narrativa do impacto e dos processos conducentes à resiliência |
| Primeira menção de responsabilidade |
Carla Margarida Vieira Antunes |
| 210 ## - PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, ETC. |
| Lugar da publicação, distribuição, etc. |
[Braga] |
| Nome do editor, distribuidor, etc. |
[s.n.] |
| Data da publicação, distribuição, etc. |
2010 |
| 215 ## - DESCRIÇÃO FÍSICA |
| Indicação específica do tipo de material e extensão do item |
1 CD-ROM |
| Dimensões |
12 cm |
| 300 ## - NOTAS GERAIS |
| Texto da nota |
Tese de Doutoramento em Psicologia, Área do Conhecimento em Psicologia da Justiça, apresentada na Escola de Psicologia da Univesidade do Minho, tendo como orientadora a Professora Doutora Carla Maria Penousal Martins Machado. Ficheiro de 2,78 Mb em formato pdf (380 p.). Disponível também em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/13207/1/Carla%20Margarida%20Vieira%20Antunes.pdf. Acedido a 15 de maio de 2012. |
| 330 ## - SÚMULA OU RESUMO |
| Texto da nota |
A conceptualização teórica que fundamentou este estudo foi o modelo narrativo de White eEpston (1990), tendo esta investigação dois objectivos centrais: (1) compreender o impacto do abuso sexual sofrido na infância/juventude e (2) identificar os recursos que as crianças e/ou jovens abusados possuem para a sua mudança espontânea em direcção à resiliência. Ambas as dimensões foram analisadas à luz da grelha narrativa, procurando-se, num terceiro objectivo, de natureza mais teórica, avaliar a adequação e contributos do modelo narrativo para a compreensão da experiência do abuso sexual e dos processos de mudança que lhe estão associados. Para tal, foram realizadas entrevistas qualitativas em profundidade com dezasseis crianças e/ou jovens vítimas de abuso sexual, posteriormente divididos por dois grupos: crianças e/ou jovens resilientes e não resilientes. Estas entrevistas foram posteriormente submetidas a um processo de "grounded analysis" e a sua codificação foi validada por um juiz independente. No que se refere ao impacto, os resultados revelam uma tendência para o aumento do impacto negativo do problema após a revelação na maioria dos participantes em estudo. Especificamente, os efeitos negativos predominantes são a vergonha/estigma, a culpa e o medo. Os discursos sociais/culturais surgem também como uma variável que interfere nas significações que a vítima constrói, sendo que as crenças e estereótipos de culpabilização da vítima tendem a estar associados a maior sofrimento psicológico. Para além destes efeitos, as expectativas de justiça tornam-se particularmente relevantes para as vítimas, sendo a condenação do ofensor encarada como uma forma efectiva de validação da sua experiência abusiva. Quando analisamos as diferenças nos efeitos do abuso em função dos dois grupos de participantes entrevistados, resilientes e não resilientes, verificamos que, os participantes do grupo não resiliente reportam: a) uma forte estigmatização associada a sentimentos de diferença interpessoal; b) maior tendência para experienciar o medo como central na sua vivência do abuso; c) maior tendência para se culpabilizarem pela manutenção do segredo em relação ao abuso; d) maior percepção do abuso como uma armadilha/traição interpessoal; e) mais ansiedade face a relações futuras e receio face à homossexualidade; f) maior ambivalência face ao processo judicial, ao mesmo tempo que o consideram relevante para a validação da sua experiência abusiva. Relativamente à narrativa de mudança, globalmente, os resultados reflectem uma considerável diversidade de momentos de inovação (isto é, momentos que escapam aos efeitos e prescrições do abuso) reportados pelas vítimas. O MI mais saliente na nossa amostra é o de reflexão, enquanto os MIs de reconceptualização são aqueles que apresentam uma representação mais reduzida. De salientar que os recursos identificados pelas crianças para a mudança destacam o papel do grupo de pares, o suporte parental e familiar e o apoio dos professores. Em termos de “recursos/aliados”pessoais para a mudança, distinguem-se a revelação e o seu significado libertador, as expectativas de justiça, as crenças religiosas e a construção de novas significações para o self, que reforçam a percepção de competência pessoal e controlo. Quanto à diferenciação dos grupos resiliente e não resiliente no que diz respeito aos momentos de inovação, verificou-se que não existem diferenças significativas no que se refere à saliência dos diferentes tipos de MIs, embora tenham sido encontradas diferenças significativas relativamente à saliência dos subtipos do MI de protesto e no processo discursivo de retorno ao problema. Estes resultados no que concerne à clarificação dos processos de mudança podem estar relacionados com distintas hipóteses explicativas: a) uma elevada variabilidade intra-grupo no que se refere à frequência, diversidade e saliência dos momentos de inovação; b) uma amostra de crianças/jovens cuja capacidade para elaborar oralmente a mudança é desenvolvimentalmente distinta da dos participantes adultos; c) os discursos da rede social e judicial destas crianças, centrados nas consequências nefastas do abuso; e d) a grelha de codificação dos momentos de inovação, concebida para adultos e que poderá não ser adequada às características desenvolvimentais dos participantes. Em conclusão, o presente estudo reflecte a importância dos processos narrativos de significação, que moldam o impacto do abuso e as trajectórias destas crianças/jovens em direcção à resiliência. Sugere, ainda, indicadores importantes para a intervenção com estas vítimas, nomeadamente no que diz respeito à compreensão do impacto do abuso sexual e das formas de elaboração narrativa desta experiência que podem promover percursos mais adaptativos e preferenciais para as vítimas, tanto espontâneos como por recurso à intervenção psicoterapêutica. |
| 606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO |
| Elemento de entrada |
CRIME SEXUAL |
| ID Autoridade |
242574 |
| 606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO |
| Elemento de entrada |
CRIME CONTRA CRIANÇAS |
| ID Autoridade |
343327 |
| 606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO |
| Elemento de entrada |
PEDOFILIA |
| ID Autoridade |
242676 |
| 606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO |
| Elemento de entrada |
MAUS TRATOS CONTRA CRIANÇAS |
| ID Autoridade |
343418 |
| 606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO |
| Elemento de entrada |
ANÁLISE PSICOLÓGICA |
| ID Autoridade |
323418 |
| 606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO |
| Elemento de entrada |
VITIMOLOGIA |
| ID Autoridade |
224824 |
| 606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO |
| Elemento de entrada |
TESE |
| ID Autoridade |
334284 |
| 700 ## - NOME DE PESSOA - RESPONSABILIDADE PRINCIPAL |
| Palavra de ordem |
ANTUNES |
| Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem |
Carla Margarida Vieira |
| ID Autoridade |
356705 |
| 955 ## - |
| -- |
Oferta |
| 995 ## - LOCALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO DE EXEMPLARES |
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0 |
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PJCD_184_000000000000000 |
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2022-06-06 |
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2022-06-06 |
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