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Descreve-se a investigação levada a cabo pela polícia de Devon and Cornwall, Reino Unido, relativa ao homicídio de uma jovem de 16 anos, ocorrido em circunstâncias pouco claras. Pesando embora não ter, até à data, sido descoberto o corpo da vítima, a equipa de investigadores policiais trabalhou de modo a poder provar o crime e levar o autor do mesmo perante a justiça, a fim de ser julgado e condenado. Para resolver este tipo de crime adoptou-se uma metodologia que se desenvolveu em sete etapas, que se identificam e se explicam, passando a ser usadas como melhor prática em todo o Reino Unido para casos semelhantes. As sete fases da investigação são, respectivamente: 1. Obter um conhecimento o mais exacto possível dos hábitos da vítima; através deste procedimento constatou-se que nunca mais houve contactos com familiares, amigos ou conhecidos, comportamento que se manifestou ser totalmente alheio ao modo de ser da vítima. 2. Desvendar os planos da vítima para a vida futura, demonstrando que, para concretização destes, a vítima não ia desaparecer voluntariamente. 3. A "proving death team" levar a cabo uma investigação apurada sobre o historial médico da vítima e da sua situação financeira, provando que esta não tinha meio de fugir nem de se sustentar, pelo que não podia ser dada como desaparecida. 4. Criar um perfil psicológico da vítima, nomeadamente, no que respeita às tendências para o suicídio ou para a depressão. 5. Ser minucioso em todas as áreas a investigar. 6. Ter em conta as informações falsas dos media, relativamente à hipótese de a vítima ter sido vista com vida. 7. Recorrer a peritos forenses no sentido de darem apoio na estratégia das buscas, logo desde o início da investigação sobre o desaparecimento da vítima. |