Aljube, uma cadeia política (Record no. 11102)

001 - ETIQUETA DE REGISTO
Identificador do registo 11102
100 ## - DADOS GERAIS DE PROCESSAMENTO
Dados gerais de processamento 20181016d2012 y0pory50 ba
101 ## - LÍNGUA DA PUBLICAÇÃO
Língua do texto, banda sonora, etc. Português
200 ## - TÍTULO E MENÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Título próprio Aljube, uma cadeia política
Primeira menção de responsabilidade Eliana Catarina Gonçalves de Oliveira
Outras menções de responsabilidade ori.tese Fernando Rosas
210 ## - PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, ETC.
Lugar da publicação, distribuição, etc. Lisboa
Nome do editor, distribuidor, etc. [s.n.]
Data da publicação, distribuição, etc. 2012
215 ## - DESCRIÇÃO FÍSICA
Indicação específica do tipo de material e extensão do item XIII, 112 f.
Dimensões 30 cm
225 ## - COLECÇÃO
Título próprio da colecção Estudos
328 ## - NOTA DE DISSERTAÇÃO OU TESE
Texto da nota Dissertação apresentada para obtenção do grau de Mestre em História Contemporânea à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
330 ## - SÚMULA OU RESUMO
Texto da nota O edifício do Aljube de Lisboa está ligado, pelo menos desde a presença muçulmana em Portugal e até aos anos 70 do século XX, à história de uma prisão, muito embora o tempo lhe tenha atribuído características diferentes. No período medieval foi prisão para os delinquentes em matéria eclesiástica, vertente que se prolongou até à implantação do liberalismo no século XIX, altura em que se extinguiu o foro eclesiástico e todos os cidadãos passaram a ter uma justiça comum. Entre os finais do século XIX e inícios do século XX, o edifício do Aljube serviu de prisão de mulheres. Contudo a sua história é sobretudo marcante no período em foco neste trabalho, ou seja, entre 1928 e 1965. Nesta época, o Aljube de Lisboa serviu inteiramente os interesses do poder instituído, albergando todos aqueles que eram suspeitos de atentar contra a segurança do Estado, pondo em causa a ordem pública, fundamental e estruturante para a sociedade saudável que se pretendia criar. Embora tenha sido uma, entre outras prisões políticas criadas em Portugal, o Aljube assume uma especificidade particular no panorama repressivo, sobretudo a partir dos anos 40. Desde esta altura e até à data do seu encerramento em 1965, o Estado Novo usava o Aljube como cadeia para encarcerar os presos políticos na fase instrutória dos processos, pois nela existia um conjunto de celas individuais, num total de treze, que muito embora não correspondessem às exigências regulamentares exigidas, permitiam o isolamento dos presos. Era nos chamados curros que os presos permaneciam em regime de incomunicabilidade até ao término das investigações da polícia política, que depois os encaminhava para as outras prisões existentes quer em Portugal (Peniche, Caxias, Angra do Heroísmo), quer para os territórios coloniais portugueses (Cabo Verde, Timor, Angola…). O Aljube ficou assim marcadamente presente na memória de todos aqueles que lá passaram. Se a prisão já por si era uma pena por excelência, a incerteza do tempo que iriam permanecer na cadeia, uma vez que a polícia política tinha autonomia e autoridade para prorrogar esse tempo para além da pena a que eram condenados; a inércia (quase total) que o isolamento lhes trazia e a certeza que as idas à sede da polícia política, na Rua António Maria Cardoso, ali tão próxima, eram sinónimo (quase sempre) de mais torturas, faziam da passagem pela cadeia do Aljube um local non grato. Contudo e apesar de todas as arbitrariedades e iniquidades de que foram alvo, a história do Aljube também se fez de resistentes, homens que não vergaram aos interesses do Estado, mas que lutaram em nome de uma liberdade e justiça que almejaram ver instituídas no país que lhes conferia a nacionalidade.
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada SOCIOLOGIA
ID Autoridade 558
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada PRISÃO
ID Autoridade 5106
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
ID Autoridade 19525
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada POLITICA
ID Autoridade 6485
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada HISTÓRIA
ID Autoridade 1305
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada TESE DE MESTRADO
ID Autoridade 5079
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada PRISÃO
ID Autoridade 5106
606 ## - NOME COMUM USADO COMO ASSUNTO
Elemento de entrada PORTUGAL
ID Autoridade 279
700 ## - NOME DE PESSOA - RESPONSABILIDADE PRINCIPAL
Palavra de ordem Oliveira
Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem Eliana Catarina Gonçalves de
Código de função Co-autor
ID Autoridade 12019
701 ## - NOME DE PESSOA - CO-RESPONSABILIDADE PRINCIPAL
Palavra de ordem Rosas
Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem Fernando
Código de função Orientador de tese
ID Autoridade 324611
852 ## - LOCALIZAÇÃO E COTA
Cota EST922
995 ## - LOCALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO DE EXEMPLARES
-- 0
-- EST_922_000000000000000
-- 2021-12-17
-- 2021-12-17
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